- Em Ribeirão Preto, os casos de tuberculose voltaram a crescer nos últimos anos, especialmente após a pandemia, segundo a coordenação local do Programa de IST/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais.
- A queda de diagnósticos durante a pandemia atrasou o tratamento e estimulou a transmissão da doença na região.
- O diagnóstico na cidade é feito com o teste rápido molecular, que normalmente fica pronto em até 24 horas.
- Após confirmação, o paciente é encaminhado para acompanhamento em serviços especializados distribuídos pelos cinco distritos da cidade, com tratamento mínimo de seis meses.
- Especialistas destacam a importância da busca ativa de casos e do diagnóstico precoce para interromper a transmissão e reduzir impactos da tuberculose.
A tuberculose volta a ganhar espaço na pauta de saúde pública de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, com aumento de casos nos últimos anos. A doença, que afeta principalmente os pulmões, continua sendo desafio nacional, conforme dados da OMS que apontam cerca de 85 mil casos e quase 6 mil mortes no Brasil no último ciclo.
Especialistas explicam que o recuo de diagnósticos durante a pandemia contribuiu para a elevação da transmissão. A coordenadora do Programa de IST/Aids, Tuberculose e Hepatites Virais do município, Mônica de Arruda Rocha, destaca que muitos casos ficaram represados entre 2020 e 2021, o que elevou a transmissão após o retorno aos serviços de saúde.
O professor Fernando Bellissimo Rodrigues, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, aponta que os sintomas costumam emergir de forma gradual e são frequentemente confundidos com outras doenças respiratórias. Tosse persistente por mais de três semanas é o sinal clássico, acompanhado de febre, perda de peso e expectoração com sangue em alguns casos.
Cenário Nacional
A tuberculose é transmitida pelo ar durante tosse, fala ou espirro. Por isso, a detecção precoce é crucial para interromper a transmissão e iniciar o tratamento o quanto antes. A rede pública de Ribeirão Preto está preparada para atender pacientes sintomáticos respiratórios em unidades básicas de saúde, emergência e pronto atendimento.
O diagnóstico é feito por meio de teste rápido molecular, que identifica a bactéria em até 24 horas. Confirmada a doença, o paciente recebe encaminhamento para acompanhamento em serviços especializados distribuídos pelos distritos da cidade.
Diagnóstico e Tratamento
Segundo a coordenadora Mônica, o tratamento inicial exige no mínimo seis meses de acompanhamento. A busca ativa de casos é ressaltada por especialistas como estratégia central para reduzir a transmissão e acelerar a identificação de pacientes.
A tuberculose, quando não tratada, pode evoluir para quadros graves e disseminados. Por isso, a orientação é procurar atendimento médico ao surgirem sintomas respiratórios persistentes, especialmente tosse por várias semanas, febre e perda de peso.
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