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Astronautas da Artemis II descrevem missão histórica

Artemis II: astronautas relatam reentrada intensa e possível perda de carbonização do escudo, destacando necessidade de aceitar mais riscos em futuras missões

Reentrada foi desafiadora e marcada por momentos de altas temperaturas, disseram astronautas
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  • Astronautas da Artemis 2 retornaram à Terra há uma semana, após uma viagem histórica de 10 dias ao redor da Lua, sem pouso na superfície.
  • A tripulação da Nasa — Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch — e o astronauta canadense Jeremy Hansen participaram de uma trajetória que levou os humanos a se afastarem mais do que em missões anteriores.
  • Durante o sobrevoo de sete horas pela face oculta da Lua, a equipe registrou imagens de alto valor científico e ficou exposta a uma dura reentrada, com possível perda de carbonização do escudo térmico.
  • Os engenhos de reentrada foram descritos como intensos, com um curto intervalo de silêncio nas comunicações causado pelo plasma atmosférico a altas velocidades; os astronautas aguardam a análise completa da Nasa sobre o escudo.
  • Em coletiva, os tripulantes destacaram a importância do apoio mental e afirmaram que futuras missões espaciais exigem aceitação de riscos, mantendo o foco em avanços e impactos globais.

Os quatro astronautas da Artemis 2 — Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense — retornaram à Terra há uma semana após uma missão histórica de 10 dias. A operação envolveu um sobrevoo ao redor da Lua, sem pouso, e marcou um marco para a exploração humana.

Nesta quinta-feira, em coletiva realizada pela Nasa, eles refletem sobre a experiência, os riscos assumidos e o impacto global da missão. A equipe destacou o apoio mundial recebido e a importância de avançar com pesquisas e missões futuras.

A missão da Artemis 2 realizou o primeiro voo humano à Lua desde 1972 e superou o recorde de distância angular correspondente ao maior deslocamento espacial humano desde a Apollo 13. A nave Orion percorreu trajetórias de maior complexidade que as anteriores.

Estabilidade e reentrada

Durante a reentrada houve um alto esforço térmico: temperaturas de até 2.760°C podem ocorrer quando a cápsula encontra a atmosfera. O escudo térmico protege o interior, absorvendo o calor extremo.

Os astronautas relataram ter observado sinais de uma possível perda de carbonização do escudo, algo já visto no Artemis 1. A Nasa não alterou o escudo entre as missões, mantendo a trajetória prevista para reduzir riscos.

Desafios mentais e apoio

Ao olhar a Terra de longe, Wiseman disse ter sentido um despertamento constante, com percepção aguçada do espaço. Ele mencionou o cuidado com a saúde mental, destacando o suporte de psicólogos e psiquiatras operacionais da equipe.

Glover e Koch ressaltaram a importância desse acompanhamento, especialmente em voos longos a grande distância. Os quatro astronautas destacaram que a parceria entre eles permanece forte após o retorno.

Futuras possibilidades

Durante a coletiva, Wiseman sinalizou que, com um módulo de pouso lunar, parte da tripulação poderia ter realizado a descida. Hansen ressaltou que bases lunares exigem disposição para aceitar riscos maiores no espaço.

Os astronautas afirmaram estar prontos para próximos passos na exploração humana, mantendo o foco na segurança, na formação de equipes e no avanço científico. A Nasa segue avaliando dados da missão.

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