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Astrônomos medem pela primeira vez poder e velocidade de jatos de buracos negros

Medida inédita registra potência dos jatos de Cygnus X-1—equivalente a dez mil sóis—e velocidade de 355 milhões mph, revelando impacto direto dos ventos estelares

This image provided by International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR) shows the strong stellar wind from the supergiant star pushes the jets launched by the black hole away from the star. ( (International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR) via AP)
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  • Pela primeira vez, cientistas mediram, de forma instantânea, a potência e a velocidade dos jatos de um buraco negro em Cygnus X-1, a cerca de 7.200 anos-luz da Terra.
  • O poder dos jatos é equivalente a 10.000 sóis, e a velocidade estimada é de cerca de 355 milhões de milhas por hora (540 milhões de quilômetros por hora).
  • Cygnus X-1 é um sistema binário na constelação do Cisne, com um buraco negro e uma estrela azul supergigante que o alimenta com material.
  • A medição foi feita a partir de dezoito anos de imagens de rádio de alta resolução, coletadas por uma rede global de telescópios, liderada por Steve Prabu, da Universidade de Oxford, no estudo publicado na Nature Astronomy.
  • Os resultados indicam que aproximadamente 10% da energia liberada pelo material que cai no buraco negro é carregada pelos jatos, ajudando a entender o papel dos buracos negros na formação de galáxias.

Foram medidas, pela primeira vez, a potência instantânea e a velocidade dos jatos emitidos por um buraco negro. A descoberta foi anunciada por uma equipe internacional nesta quinta-feira.

O sistema Cygnus X-1, a 7.200 anos-luz da Terra, abriga um buraco negro e uma supergigante azul como companheira. Os astrônomos captaram jatos com poder equivalente a 10 mil sóis e velocidade de aproximadamente 355 milhões de mph.

A pesquisa utilizou 18 anos de imagens de rádio em alta resolução, obtidas por uma rede global de telescópios. Steve Prabu, da Universidade de Oxford, lidera o estudo publicado na Nature Astronomy.

Os cientistas mediram a curvatura dos jatos causada pelo vento estelar e modelagem computacional para calcular a potência. Assim, foi possível observar o jato no instante, não apenas a média ao longo de longos períodos.

Segundo os dados, cerca de 10% de toda a energia que chega ao buraco negro, na forma de matéria que cai, é transportada pelos jatos. O sistema segue alimentando o buraco com gás da estrela companheira.

Os jatos, descritos como “dançantes” pelo pesquisador, ajudam a entender o papel dos buracos negros na formação de galáxias. A equipe pretende aplicar a técnica a outros buracos negros.

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