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Centro de pesquisa inaugura unidade de sementes sintéticas de cana em SP

Unidade em Piracicaba inicia a produção de sementes sintéticas de cana, com investimento de R$ 1 bilhão, para ampliar áreas plantadas e reduzir agroquímicos

Caminhão carregado de cana-de-açúcar trafega em estrada de terra perto de usina em Luiz Antônio, no interior paulista
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  • O Centro de Tecnologia Canavieira inaugurou em Piracicaba uma unidade para produção de sementes sintéticas de cana, com infraestrutura de R$ 100 milhões.
  • O projeto faz parte de um esforço que pode ultrapassar R$ 1 bilhão de investimento total até a entrada no mercado, desenvolvido ao longo de treze anos.
  • As sementes devem substituir mudas tradicionais, liberando áreas para plantio e potencialmente aumentando a produtividade com plantas mais saudáveis.
  • A unidade tem capacidade de 500 hectares por ano por turno, e o processo de produção da semente dura cerca de quatro meses; a comercialização não tem prazo definido, mas espera-se em dois a três anos.
  • Além da semente, o projeto envolve o desenvolvimento de novos equipamentos com Civemasa e John Deere para o sistema de plantio; o CTC mantém um dos maiores bancos de germoplasma do mundo.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugurou uma unidade inédita em Piracicaba, interior de São Paulo, voltada à produção de sementes sintéticas de cana-de-açúcar. A operação ocorre ao lado da sede do CTC e representa um avanço tecnológico para o setor.

O investimento total em estrutura é de cerca de R$ 100 milhões, em uma iniciativa que faz parte de um projeto com custo estimado acima de R$ 1 bilhão até a entrada no mercado. A semente sintética visa substituir mudas utilizadas atualmente no cultivo da cana.

Desenvolvida ao longo de 13 anos pelos pesquisadores do CTC, a tecnologia busca ampliar a produtividade e reduzir impactos ambientais, com menor uso de espaço, água e agroquímicos, conforme apontado pela instituição.

Sobre a unidade e impactos esperados

A produção de sementes sintéticas deve liberar áreas hoje ocupadas por mudas, ampliando a área disponível para a cana. O material biológico promete plantas mais saudáveis e maior robustez, com potencial de reduzir falhas nas lavouras.

A capacidade da unidade inaugurada é de 500 hectares por ano por turno, com 25 experimentos já realizados no último ano. Os plantios mostram resultados alinhados ao esperado, segundo o CTC.

A produção de sementes envolve novos equipamentos desenvolvidos em parceria com Civemasa e John Deere, que também fornecem tecnologia para o sistema de plantio. O tempo total de produção de cada lote é de cerca de quatro meses.

Apesar do foco na Cana, o CTC mantém, em Piracicaba e em Saint-Louis (EUA), laboratórios para o desenvolvimento de novas variedades, incluindo pesquisas com germoplasma de alto acervo e atualmente com 5.400 variedades no banco de Camamu, na Bahia.

Variedades tradicionais e avanços recentes

No mês anterior, o CTC anunciou novas variedades de cana em Ribeirão Preto, com uma delas adaptada a solos com menor disponibilidade de água, apresentando potencial produtivo acima de 100 t/ha e redução de perdas no campo. A outra variedade, voltada ao interior paulista, atende regiões como Piracicaba e Araraquara.

O estudo do CTC aponta que, embora as variedades mais recentes superem as anteriores, a adoção de sementes sintéticas pode revolucionar o plantio, permitindo maior eficiência e menor peso de manejo do canavial.

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