- Cientistas brasileiros Luciano Moreira e Mariangela Hungria foram listados pela Time entre as 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026.
- Moreira lidera pesquisas com a bactéria Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti para reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya, já integradas a políticas de saúde pública.
- A estratégia de Wolbachia visa menos uso de inseticidas e maior proteção à população.
- Hungria desenvolveu inoculantes microbianos do solo que substituem fertilizantes químicos, presentes em cerca de 85% das áreas plantadas de soja no Brasil.
- A tecnologia diminui custos para produtores, melhora a saúde do solo e reduz impactos ambientais em meio à crise climática.
Duas pesquisas desenvolvidas no Brasil alcançaram aplicação prática e colocaram o país em evidência por soluções contra dengue e por práticas agrícolas mais sustentáveis. Cientistas brasileiros aparecem na lista anual da Time como influentes em 2026, refletindo impactos diretos na saúde pública e no meio ambiente. Os trabalhos têm relação com clima, redução de uso de fertilizantes químicos e proteção de lavouras.
No combate à dengue, o estudo liderado por Luciano Moreira envolve a bactéria Wolbachia, usada para impedir a transmissão do vírus pelo mosquito Aedes aegypti. A tecnologia, desenvolvida ao longo de 17 anos, já integra políticas oficiais de saúde pública no Brasil, reduzindo a necessidade de inseticidas.
Já na agricultura, Mariangela Hungria desenvolveu inoculantes a partir de microrganismos do solo que substituem fertilizantes químicos. Esses bioinoculantes ajudam a fixar nitrogênio nas plantas, principalmente na soja, e já ocupam cerca de 85% das áreas plantadas no Brasil.
Combate à dengue
A estratégia com Wolbachia visa reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya. A implementação envolve campanhas públicas que utilizam mosquitos modificados para frear a disseminação viral sem depender de químicos intensivos.
A abordagem brasileira é considerada pioneira em escala, com resultados que fortalecem a proteção da população. As pesquisas respondem a pressões climáticas que ampliam a circulação de doenças transmitidas por mosquitos.
Agricultura
A linha de Hungria mostra como microrganismos do solo podem reduzir custos para produtores e impactos ambientais. Os inoculantes substituem parte dos fertilizantes químicos, favorecem a saúde do solo e diminuem resíduos no meio ambiente.
A aplicação prática da tecnologia já cobre grande parte da produção de soja no país, apontando para uma transição que alia produtividade e sustentabilidade. A pesquisa também destaca ganhos econômicos para agricultores.
Entre na conversa da comunidade