- Pesquisador Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Sydney, aponta duas formas simples para potencializar os benefícios da caminhada: aumentar o ritmo e fazer mais passos em uma única sessão.
- Primeiro estudo sobre VILPA (atividade física vigorosa intermitente na vida diária) mostra que cinco a dez episódios diários de até um minuto em alta intensidade podem reduzir entre trinta e cinquenta por cento o risco de doenças cardiovasculares, câncer e morte em quem não pratica exercícios.
- Segundo estudo indica que quem anda oito mil passos por dia ou menos pode reduzir o risco cardiovascular em cerca de dois terços ao fazer caminhadas contínuas de dez a quinze minutos, em comparação com a mesma quantidade de passos distribuída em trechos mais curtos.
- Dicas práticas: trocar a caminhada lenta por uma de ritmo acelerado, optar por rotas com subidas, usar as escadas em vez de elevador, escolher estacionamento mais distante e manter atividades com crianças.
- Mensagem central: até uma ou duas caminhadas diárias de dez a quinze minutos já podem reduzir significativamente o risco cardiovascular, sem precisar aumentar drasticamente a prática.
Dois ajustes simples podem potencializar os benefícios da caminhada diária, segundo pesquisas do Prof. Emmanuel Stamatakis, da University of Sydney. Em um estudo, atividades rápidas e intermitentes mostraram ganhos expressivos para a saúde cardiovascular. Em outro projeto, trechos curtos de caminhada contínua também reduziram riscos em indivíduos com rotina mais estável.
A ideia central é tornar o trajeto cotidiano mais intenso sem exigir preparo prévio. Segundo os pesquisadores, episódios rápidos de esforço podem ocorrer durante atividades comuns do dia a dia, como subir escadas, carregar compras ou percorrer distâncias maiores a pé. O resultado é menor risco de doenças graves.
Além disso, mesmo quem caminha pouco pode obter benefícios com sessões curtas, de 10 a 15 minutos, em vez de acumular pequenas caminhadas ao longo do dia. A pesquisa aponta que manter um ritmo estável nesses intervalos reduz o risco cardiovascular de forma significativa.
O que mudou na prática
Aprimorar a caminhada envolve duas estratégias simples: aumentar a intensidade e concentrar passos em blocos maiores. Se possível, troque trajetos lentos por rotas mais rápidas ou com elevação de terreno, e utilize escadas em vez de elevadores.
Outra abordagem é planejar pausas ativas durante o dia. Parques, estacionamentos mais distantes ou brincadeiras ativas com crianças ajudam a manter o corpo em movimento sem demandar grandes mudanças na rotina.
Sobre as pesquisas
Os estudos analisaram adultos que não tinham atividade física regular. Em um deles, 5 a 10 episódios diários de atividade vigorosa, com até um minuto cada, associaram-se a redução de 30% a 50% no risco de doenças cardíacas, câncer e mortalidade. Em outro, caminhadas contínuas de 10–15 minutos reduziram em até dois terços o risco em quem fazia menos de 8 mil passos diários.
Os resultados destacam que há opções viáveis para melhorar a saúde sem transformar radicalmente o modo de viver. Para muitos grupos, especialmente idosos ou pessoas menos ativas, metas menores podem trazer ganhos reais.
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