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Edição genética pode corrigir colesterol alto, aponta estudo

Edição genética visa desativar genes PCSK9 e ANGPTL3 para reduzir LDL e triglicerídeos, em estudo inicial com dezenas de participantes

Cientistas estão estudando formas de desativar genes associados à produção de colesterol.
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  • Pesquisas com edição genética usando CRISPR buscam desativar os genes ANGPTL3 e PCSK9 para reduzir LDL e triglicerídeos.
  • Ensaios iniciais foram realizados em poucas dezenas de pessoas, com infusão de partículas que levam a ferramenta de edição ao fígado.
  • Em dose mais alta, houve queda de cerca de 50% no LDL e nos triglicerídeos em duas semanas.
  • Empresas Verve Therapeutics e CRISPR Therapeutics estão liderando as abordagens; locais dos estudos nos EUA ainda serão anunciados.
  • Mesmo com sinais promissores, há questões de segurança e duração dos efeitos a longo prazo, e especialistas ressaltam a importância de hábitos saudáveis e tratamentos existentes.

Cientistas avaliam uma nova abordagem de tratamento para colesterol alto com edição genética. A ideia é desativar genes que regulam o LDL e os triglicerídeos, potencialmente reduzindo o risco de doenças cardíacas. Os primeiros testes utilizam a técnica CRISPR em pessoas com alto risco.

A pesquisa envolve equipes da Verve Therapeutics, ligada à Eli Lilly, e da CRISPR Therapeutics. Os estudos iniciais foram realizados na Austrália, Reino Unido e outros países, com planos para ampliar locais de avaliação, inclusive nos EUA.

Especialistas destacam que o objetivo é oferecer uma solução mais duradoura do que medicamentos diários. Em um estudo, adolescentes e adultos receberam infusão de partículas com CRISPR para desativar ANGPTL3, resultando em queda de até 50% no LDL e nos triglicerídeos em doses mais altas.

Outra abordagem envolve o gene PCSK9, com resultados semelhantes em estudos conduzidos pela Verve Therapeutics. Embora os resultados sejam promissores, as pesquisas permanecem em estágio inicial, com necessidade de acompanhamento de mais participantes e observação de efeitos a longo prazo.

O pesquisador Kiran Musunuru explica que a edição genética é permanente, o que levanta questões sobre segurança. A possibilidade de alterações não intencionais e reações do fígado são pontos em estudo, além da necessidade de confirmar que o alvo é atingido com precisão.

Enquanto a ciência avança, a American Heart Association recomenda manter hábitos saudáveis. Dieta equilibrada, prática regular de exercícios, controle de peso, sono adequado e manejo da pressão arterial são medidas centrais para a saúde do coração.

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