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Falar sozinho pode melhorar a memória, aponta psicologia

Falar sozinho pode fortalecer a memória e facilitar a recuperação de informações, segundo pesquisas de Gary Lupyan

Pesquisas apontam benefícios em falar sozinho; confira
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  • O pesquisador Gary Lupyan, da Universidade de Wisconsin, afirma que dizer o próprio nome em voz alta facilita a recuperação de informações e pode melhorar a memória.
  • Em estudo, quem falava os nomes dos objetos em voz alta localizava itens na tela com mais rapidez do que quem observava em silêncio.
  • Em outro experimento, mencionar em voz alta os produtos de um supermercado ajudou as pessoas a encontrá-los mais rápido em fotografias.
  • Lupyan explica que a linguagem funciona como uma “placa” que aponta para a informação na mente, impulsionando esse processo.
  • Os benefícios de falar sozinho também são observados no desenvolvimento de crianças, além de adultos.

O que aconteceu: pesquisas indicam que falar sozinho pode favorecer a memória. O estudo é conduzido por Gary Lupyan, psicólogo americano da Universidade de Wisconsin, e aponta benefícios ao ouvir a própria voz durante tarefas de recuperação de informações.

Quem está envolvido: o pesquisador Gary Lupyan lidera as investigações sobre linguagem e memória. Estudos citados por ele envolvem participantes que dizem nomes de objetos em voz alta em comparação com quem apenas observa.

Quando e onde: as evidências vêm de pesquisas realizadas nos Estados Unidos, com publicações que ganharam divulgação pela BBC. Lupyan já conduziu trabalhos anteriores sobre como rótulos linguísticos afetam aprendizado.

Estudo e resultados

Em um experimento, participantes viram objetos na tela e foram divididos em dois grupos: falaram o nome em voz alta ou apenas olharam. O grupo que pronunciou as palavras recuperou os itens com mais rapidez.

Outro teste envolveu localizar itens de supermercado em fotos. Quem disse os nomes em voz alta localizou os produtos mais rápido, sugerindo que a linguagem facilita a busca visual.

Impactos e contexto

Os trabalhos sugerem que a prática não é apenas uma estratégia de memorização, mas uma ferramenta de recuperação de informações. Lupyan também aponta que a fala pode surpreender, revelando caminhos mentais não antecipados.

Estudos anteriores do pesquisador apontam que linguagem pode facilitar o aprendizado de novas categorias e a percepção de objetos na consciência visual, expandindo o entendimento sobre o papel da fala no processamento cognitivo.

Implicações para diferentes faixas etárias

As evidências não se restringem a adultos. Pesquisas citadas indicam que crianças também podem se beneficiar da prática, fortalecendo habilidades de memorização e foco durante atividades didáticas.

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