- Nova espécie de fungo parasita de aranhas foi encontrada na Mata da Biologia e no Recanto das Cigarras, áreas de floresta dentro do campus da UFV, em Minas Gerais.
- O fungo age infectando aranhas e manipulando seu comportamento, transformando-as em “zumbis”.
- A espécie recebeu o nome para homenagear o local onde foi descoberta, com a descrição baseada em fungos coletados no campus.
- A descrição, integrada ao mestrado de Aline dos Santos, foi publicada na revista Fungal Biology e conta com orientação do professor Thiago Kloss da UFV.
- Além da descrição morfológica e da análise filogenética, o estudo avaliou o impacto do fungo na aranha hospedeira Iguarima censoria e destaca a importância de fragmentos de floresta inseridos em áreas urbanas para o conhecimento da biodiversidade da Mata Atlântica.
Foi descoberta uma nova espécie de fungo parasita de aranhas na Mata da Biologia e no Recanto das Cigarras, áreas florestais do campus da UFV, em Viçosa, Minas Gerais. A espécie infecta aranhas e manipula seu comportamento, transformando-as em presas controladas pelo fungo.
A pesquisa é conduzida pelo Laboratório de Ecologia e Comportamento da UFV (Labecom). A nova espécie recebeu o nome Gibellula mineira, em homenagem ao local da descoberta. A descrição baseou-se em fungos coletados nas florestas do campus.
Aline dos Santos, mestranda do PPG Ecologia, participou da coleta e análise, sob orientação do professor Thiago Kloss. O estudo foi publicado na revista Fungal Biology, da British Mycological Society.
Descoberta e contexto
Segundo Kloss, a descrição de novas espécies é essencial para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade das florestas tropicais e dos fungos que atacam aranhas. A pesquisa reforça a importância de ambientes urbanos preservados para a ciência.
O estudo avaliou o impacto do fungo na aranha hospedeira Iguarima censoria, encontrada nas áreas da UFV. Além da morfologia, houve análise filogenética para situar a relação da nova espécie entre fungos semelhantes.
A investigação demonstra que, mesmo em fragmentos de floresta dentro de um campus, ainda existem novidades para a ciência. Os resultados ajudam a entender as interações entre fungos parasitas e aranhas em florestas tropicais.
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