- Cerca de oitenta por cento do comércio global é realizado por via marítima, com navios porta-contêineres grandes movidos a combustíveis fósseis.
- A Hyundai apresentou em dois mil e vinte e cinco um projeto de navio porta-contêineres movido a energia nuclear, utilizando um reator modular pequeno com combustível à base de tório e refrigerante de sal líquido.
- Em dois mil e vinte e seis, a HD Korea Shipbuilding and Offshore Engineering firmou acordo com o American Bureau of Shipping para desenvolver conjuntamente a embarcação.
- O projeto está em fase de desenvolvimento e protótipo, e busca ser o primeiro navio porta-contêineres nuclear.
A indústria marítima enfrenta o desafio de reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Uma solução em estudo envolve navios porta-contêineres movidos a energia nuclear, conforme apresentado pela Hyundai e parceiros do setor. A ideia visa eliminar emissões associadas aos grandes motores propultores.
A HD Korea Shipbuilding and Offshore Engineering, divisão naval da Hyundai, apresentou em 2025 o conceito de um navio com propulsão elétrica alimentada por um pequeno reator nuclear. O projeto utiliza um SMR, reator modular pequeno, com combustível de tório e sal líquido como refrigerante.
Em 2026, a HDK e o American Bureau of Shipping firmaram acordo para desenvolvimento conjunto da embarcação. O objetivo é avançar até a construção de um protótipo, que poderia dar origem ao primeiro navio porta-contêineres nuclear.
Progresso do projeto
A classe de navios prevista seria avaliada pela capacidade em TEUs, unidade que mede volume de contêineres. O foco está na viabilidade operacional, segurança e redução de emissões em rotas comerciais de alto fluxo.
O projeto segue em fase de desenvolvimento, com estudo de integridade estrutural, sistemas de resfriamento e normas regulatórias. A parceria entre HDK e ABS define bases técnicas para avançar com o protótipo.
A iniciativa faz parte de uma tendência global de descarbonização do transporte marítimo. Mesmo sem data de implementação, as equipes buscam demonstrar que tecnologia nuclear pode ser integrada com rigor técnico e supervisão de órgãos independentes.
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