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Lago subaquático tóxico a 3.000 m mumifica presas instantaneamente

Lagos subaquáticos hipersalinos a mil metros de profundidade, com salinidade acima de 14% e oxigênio ausente, preservam presas pela mumificação natural e desafiam a biologia marinha

Representação visual da estrutura geométrica encontrada a noventa metros de profundidade por exploradores suecos
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  • Piscinas de salmoura são lagos subaquáticos hipersalinos localizados a milhares de metros de profundidade, com salinidade acima de 14% e ausência de oxigênio, formando uma superfície que reflete a luz.
  • Elas aparecem quando depósitos de sal subterrâneos entram em contato com a água do mar pelas fissuras geológicas, tornando a água densamente salgada e dificultando a mistura com o oceano.
  • A mumificação ocorre por choque osmótico e asfixia quase instantânea; a falta de oxigênio impede a decomposição bacteriana, preservando corpos por décadas no leito.
  • As maiores concentrações ficam em áreas tectonicamente ativas, como Golfo do México e Mar Vermelho, com expedições mapeando para documentar a biodiversidade microbiana.
  • A vida nas poças é predominantemente de microrganismos extremófilos, além de mexilhões nas margens; a água traz metano, enxôfre e ácido sulfídrico, com densidade próxima a 1.200 kg/m³.

O lago subaquático tóxico localizado a 3.000 metros de profundidade desafia a biologia marinha atual ao mumificar presas instantaneamente. O fenômeno ocorre em piscinas de salmoura, ambientes hipersalinos que surgem no fundo do oceano.

Estes lagos se formam quando sal subterrâneo entra em contato com a água do mar por fissuras geológicas. A salinidade atinge níveis quatro vezes maiores que o normal, impossibilitando a mistura com o oceano ao redor.

A água densa cria uma camada isolante: sem oxigênio e com alto teor de metano, o ambiente é tóxico para a maior parte da vida. A superfície das poças reflete a luz de submersíveis, destacando sua presença.

Como resultado, organismos que entram nessas zonas morrem por choque osmótico e asfixia quase instantânea. A ausência de oxigênio evita a decomposição bacteriana, preservando corpos no leito oceânico por décadas.

Pesquisadores coletam amostras que revelam tecidos orgânicos bem conservados, parecidos com curtimento natural. Esses fósseis modernos ajudam a entender espécies de áreas abissais e a função do sal na preservação sob pressão.

As concentrações mais altas dessas formações ocorrem em áreas tectonicamente ativas, como o Golfo do México e o Mar Vermelho. Expedições mapeiam essas zonas para documentar a biodiversidade microbiana adaptada a condições extremas.

Tabela de propriedades entre água do mar e piscina de salmoura:

| Propriedade | Água do Mar Comum | Piscina de Salmoura |

|————–|——————-|——————-|

| Salinidade | ~3,5% | Acima de 14% |

| Oxigênio | Presente | Anóxico (Zero) |

| Densidade | 1.025 kg/m³ | ~1.200 kg/m³ |

| Vida Complexa | Abundante | Inexistente |

Poucas formas de vida sobrevivem nesse ambiente. Microrganismos extremófilos, como bactérias e arqueias, prosperam ao consumir compostos como enxofre. Pequenos mexilhões nas margens usam simbiose para converter toxinas em energia.

Elementos químicos dominantes incluem altas concentrações de metano e enxofre, além de ácido sulfídrico letal. A salinidade extrema, a presença de cloreto de sódio e temperaturas estáveis em profundidades abissais caracterizam o ecossistema.

Representação visual da estrutura geométrica observada por exploradores suecos a 90 metros de profundidade acompanha o material técnico, ilustrando a complexidade desses ambientes isolados.

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