- Cientistas combinaram várias técnicas e obtiveram a maior precisão até hoje para a taxa de expansão do Universo: 73,5 ± 0,81 quilômetros por segundo por megaparsec.
- O valor fica próximo aos resultados obtidos com dados do Universo próximo, mas difere dos calculados a partir de dados do Universo primordial, sugerindo gaps na física atual.
- A explicação central é que o crescimento ocorre pelo espaçamento entre as galáxias, não pelo movimento delas; é como um balão que infla e faz os pontos parecerem mais distantes.
- A chamada tensão de Hubble permanece: métodos diferentes ainda geram números distintos, mantendo o mistério sem solução clara.
- A nova medição, embora mais precisa, não resolve o enigma e, pelo contrário, complica o cenário sobre a taxa de expansão.
O Universo continua em expansão, mas a velocidade desse afastamento segue em aberto. Uma equipe internacional de cientistas apresentou a medição mais precisa até hoje da taxa de expansão: 73,5 ± 0,81 km/s por megaparsec. O resultado é compatível com dados do Universo próximo, porém diverge dos valores obtidos a partir de dados do Universo primordial.
Essa divergência sugere que há física ainda não compreendida em eras muito distantes no cosmos. A metodologia combinada por eles não resolve o enigma, apenas aponta novas frentes de investigação em cosmologia.
Um balão que infla
Ao explicar a expansão, pesquisadores lembram que não é o movimento das galáxias que cria o afastamento, e sim o espaço entre elas que cresce. Um balão com pontos pintados ilustra bem: ao inflar, os pontos parecem se distanciar sem se mover.
A metáfora ajuda a entender por que diferentes métodos produzem resultados distintos. A nova abordagem mede variáveis que se conectam a vários aspectos da expansão, ampliando o conjunto de dados utilizados pelos modelos cosmológicos.
Tensão de Hubble
Tradicionalmente, a taxa de expansão é estimada por duas vias: observando distâncias e luminosidades de objetos celestes próximos e, separadamente, dados do UV e do fundo cósmico. A nova estimativa mostra consistência com o universo próximo, mas discordância com o Universo primordial.
Essa discordância reforça a necessidade de mais observações e de revisões em modelos que conectam o cosmos jovem ao atual. Enquanto não há acordo, o tema permanece um dos maiores mistérios da cosmologia contemporânea.
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