- Esferas de concreto de 30 metros de diâmetro serão instaladas entre 600 e 800 metros de profundidade para armazenar energia das renováveis, com eficiência estimada de oitenta por cento.
- O sistema funciona como uma usina hidrelétrica reversível, usando a pressão da água no oceano para carregar, armazenar e liberar energia, com manutenção prevista sem grandes custos adicionais.
- Protótipo oceânico, com diâmetro de 10 metros, capacidade de 0,4 MWh e operação prevista para 2026 na costa da Califórnia; versão comercial projetada para 20 MWh e 5 a 7 MW, em 20.000 toneladas, a partir de 30 metros de diâmetro.
- Investimento conjunto de US$ 7,7 milhões de Estados Unidos e Alemanha para o desenvolvimento; estudo indica custo de aproximadamente US$ 0,15 por Wh para o tanque de concreto, comparando com baterias de lítio.
- A ideia é viabilizar armazenamento em parques eólicos offshore, aproveitando áreas com profundidade maior que 200 metros, com Brasil, Noruega e Japão entre os candidatos.
O projeto alemão que envolve esferas de concreto no fundo do oceano propõe armazenar energia renovável com eficiência semelhante à de usinas hidrelétricas reversíveis. As esferas, oca, ficam entre 600 e 800 metros de profundidade e utilizam a pressão da água como “bateria”. A iniciativa busca reduzir o desperdício de energia das fontes verdes. O protótipo oceânico deve operar na costa da Califórnia em 2026.
O sistema funciona como uma usina hidrelétrica reversível invertida. Quando há excesso de energia, bombeia-se o interior da esfera contra a pressão externa. Em demanda maior, a água entra pela válvula, aciona a turbina e devolve eletricidade à rede. A manutenção envolve remover a unidade de bombeamento-turbina para terra sem desmontar a estrutura oceânica.
Cada esfera é parte de um conceito maior de armazenamento submerso. O protótipo tem 10 metros de diâmetro, capacidade de 0,4 MWh e poderá operar na costa californiana. A versão comercial prevista amplia o diâmetro para 30 metros, com profundidade entre 600 e 800 metros, capacidade de 20 MWh e potência entre 5 e 7 MW. O peso estimado é de 20 mil toneladas.
O projeto, denominado StEnSea, recebe investimento de US$ 7,7 milhões, financiado conjuntamente pelos governos dos EUA e da Alemanha. O protótipo oceânico está previsto para entrar em operação em 2026, conforme anúncio dos parceiros de pesquisa.
Estudos indicam que o custo do tanque de concreto para armazenamento submerso fica em torno de US$ 0,15 por Wh, segundo uma publicação de dezembro de 2024 no Journal of Marine Science and Engineering. O custo depende da profundidade ótima, estimada entre 200 e 1.500 metros.
Paralelamente, especialistas destacam que parques eólicos offshore se beneficiam da solução ao armazenar excedentes noturnos e também funcionarem como ancoragem para plataformas flutuantes. O Fraunhofer IEE já validou o conceito em um piloto no Lago Constança, com resultados divulgados em 2021.
O Brasil figura entre os possíveis países-alvo para receber as esferas de concreto, junto com Noruega e Japão. A geografia costeira brasileira oferece profundidades adequadas a certa distância da linha de costa, o que favorece a viabilização do armazenamento de renováveis.
A abordagem utiliza a profundidade do oceano como recurso de armazenamento, mantendo funcionamento contínuo mesmo quando a geração de vento é alta ou a demanda é baixa. A ideia é transformar o oceano em um reservatório natural de energia para o sistema elétrico.
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