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Sedentarismo aumenta riscos à saúde do coração, aponta estudo

Sedentarismo é epidemia moderna, aumenta o risco de hipertensão arterial, infarto e acidente vascular cerebral; 47% dos adultos são sedentários, alerta especialista

Foto colorida de mulher com a mão no peito - Cardiologistas explicam quais são os primeiros sintomas do infarto - Metrópoles - sedentarismo
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  • A falta de atividade física é chamada pela OMS de “epidemia moderna” e é um grave fator de risco para doenças crônicas, inclusive ao coração e às artérias.
  • O cardiologista Roberto Yano aponta que 47% dos adultos brasileiros são sedentários, o que eleva o risco de hipertensão, infarto e AVC.
  • A inatividade aumenta o risco de acidente vascular cerebral e também favorece ganho de peso e processos inflamatórios, sobrecarregando o sistema cardiovascular.
  • Os efeitos do sedentarismo aparecem em todas as idades; os riscos tendem a ficar mais evidentes com o tempo, mas já começam a impactar a saúde cedo.
  • Praticar atividade física regular ajuda a reduzir inflamações, melhora o metabolismo, fortalece o sistema imunológico e pode reduzir o risco de várias doenças.

O cardiologista Roberto Yano destacou, em entrevista à coluna Claudia Meireles, que o sedentarismo é um fator de alto risco para a saúde cardíaca. Segundo ele, a falta de atividade física aumenta a probabilidade de hipertensão, infarto e AVC, inclusive antes do surgimento de sintomas. Dados do IBGE apontam que 47% dos adultos no Brasil são sedentários, elevando as preocupações com doenças cardiovasculares.

A conversa também enfatizou que a inatividade não afeta apenas o coração, mas facilita processos inflamatórios e ganho de peso, fortalecendo fatores de risco. O médico lembra que o problema não surge apenas na terceira idade, pois afeta pessoas de todas as idades e costuma se tornar mais evidente com o tempo.

Esses avisos ganham complemento com explicações sobre o funcionamento do sistema circulatório. O sedentarismo facilita o entupimento de artérias e a calcificação, avanços da aterosclerose que reduzem o fluxo sanguíneo e elevam a chance de eventos graves como AVC.

Impactos na qualidade de vida

A indisponibilidade de movimento aumenta o risco de desenvolver dores crônicas e limitações físicas. Estudos indicam que a falta de atividade está associada a prejuízos no metabolismo, inflamações persistentes e piora do condicionamento cardiovascular ao longo dos anos.

Motivos para mudanças de hábitos

O cardiologista ressalta que pequenas mudanças podem ter efeito relevante. A adoção gradual de atividades regulares tende a reduzir inflamações, melhorar o metabolismo e fortalecer o sistema imunológico, contribuindo para menor probabilidade de doenças, inclusive oncológicas, além de reduzir o risco de eventos cardíacos.

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