- O SUS ampliou o uso da membrana amniótica, coletada no parto, para tratar feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares.
- A medida pode beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano na rede pública.
- No pé diabético, a técnica pode acelerar a cicatrização em até duas vezes frente aos curativos padrão.
- O SUS já utiliza o tecido em queimaduras extensas desde 2025.
- Em cuidados oculares, o tecido auxilia na cicatrização, pode reduzir a dor e melhorar a recuperação da superfície ocular; a secretária Fernanda De Negri destacou que a inovação amplia o cuidado na saúde pública.
O Ministério da Saúde anunciou a ampliação do uso da membrana amniótica no SUS. A iniciativa ocorre nesta quinta-feira (16/4) e envolve tecnologia de medicina regenerativa, coletada no parto, com ações anti-inflamatórias e cicatrizantes.
A membrana é indicada para transplantes em feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa é beneficiar mais de 860 mil pacientes por ano, ampliando o alcance da rede pública de saúde.
No pé diabético, a técnica pode acelerar a cicatrização em até o dobro em relação aos curativos convencionais. No SUS, o tratamento já era usado em queimaduras extensas desde 2025.
Nas alterações oculares, o tecido auxilia na cicatrização da superfície ocular, reduzindo dor e contribuindo para a recuperação de pálpebras, glândulas lacrimais e cílios. Também pode reduzir lesões futuras e melhorar a visão.
O novo curativo oferece potencial para casos graves ou resistentes a tratamentos tradicionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras de córnea, além de diminuir internações e custos hospitalares.
Para a secretária Fernanda De Negri, a incorporação coloca o Brasil em posição de destaque internacional em tecnologias regenerativas, ampliando o cuidado na rede pública de saúde. A iniciativa visa recuperar pacientes com menos complicações.
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