- Tecnologia OutRun interliga máquinas agrícolas para operar sem operador, com previsão de que até 2030 quase todas as etapas de preparo, plantio, pulverização e colheita possam ser feitas à distância no Brasil.
- O sistema envolve tratores da marca Fendt, que recebem comandos via tablet; o graneleiro pode se aproximar da colheitadeira para transferir grãos e, em seguida, descarregar no caminhão, tudo sem operador.
- A demonstração ocorreu no Instituto Agronômico, em Campinas, e já há testes no Canadá e nos Estados Unidos; no Brasil, ainda não há definição de legislação específica para uso autônomo.
- A conectividade será via Starlink, com opção 4G/5G para tratores já em uso, e a empresa planeja disponibilizar o OutRun para outras marcas.
- A venda ainda não tem preço definido; o lançamento comercial para algumas atividades está previsto para 2027, com expectativa de maior produtividade e redução de custos para o produtor.
A tecnologia que conecta máquinas agrícolas sem operador chega ao Brasil. Trata-se do sistema OutRun, desenvolvido pela PTx, marca da AGCO, que permitirá que operações de preparo, plantio, pulverização e colheita ocorram à distância até 2030. O sistema já opera em outros mercados.
Na prática, tratores poderão ser comandados por meio de tablets, com sensores e antenas que zelam pela segurança. Em campo do IAC, em Campinas (SP), a demonstração ocorreu nesta semana, mostrando como a colheitadeira e o trator interagem para transferência de grãos sem presença de operador.
A partir de 2027, tratores da marca Fendt deverão aceitar a tecnologia OutRun para gerenciar atividades à distância. O equipamento inclui sensores no teto e na cabine, conectividade via tablet e integração com caminhões para descarregas remotas. Tudo ocorre sem operador no trator.
O sistema permite que, com um tablet, o operador da colheitadeira acione o trator graneleiro para buscar grãos já colhidos e levá-los até o caminhão na beira da estrada. Em seguida, a descarga é realizada no caminhão, novamente sem intervenção no trator.
A implementação envolve a conectividade Starlink para o trator, mas a PTx também disponibilizará a solução para máquinas de outras marcas, com 4G ou 5G, conforme a infraestrutura do produtor. A empresa aponta ganhos de produtividade como principal vantagem.
A empresa destaca ainda que o Brasil demanda tropicalização. Segundo José Carlos Ferraz Bueno, diretor comercial da PTx para a América Latina, o objetivo é ter praticamente todas as operações de campo operacionais até 2030. Desafios regionais foram citados, como diferenças de manejo entre Brasil, EUA e Europa.
A tecnologia está em estágio de pré-comercialização no Brasil, com validações em andamento. Ainda não há definição de preço, e a venda já ocorre em outros mercados, onde a tributação e o câmbio pesam na formação de custos. A expectativa é avançar para lançamentos graduais a partir de 2027.
Além de operações de campo, o sistema deverá incluir recursos de inteligência artificial e telemetria, fornecendo respostas rápidas ao produtor sobre clima, datas de plantio e manuais técnicos. A plataforma promete ampliar a capacidade de tomada de decisão no manejo da lavoura.
Entre na conversa da comunidade