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Área rural enfrenta infraestrutura precária de água, aponta IBGE

IBGE aponta desigualdade: na área rural, 31,7% têm rede geral, enquanto poços lideram a oferta; ampliar a rede implica custos elevados

Área rural sofre com infraestrutura precária de abastecimento de água, mostra IBGE
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  • Em 2025, 86,1% dos domicílios do país têm rede geral como principal forma de abastecimento de água; na área urbana o índice é de 93,1% e na rural, 31,7%.
  • Na área rural, a principal fonte é o poço profundo ou artesiano, presente em 31,9% dos domicílios, enquanto a rede geral atende 31,7%.
  • Outras fontes na zona rural somam 13,2% (poço raso/freático/cacimba) e 12,4% (fonte ou nascente); água da chuva armazenada em cisternas e outras formas somam 10,8%.
  • Regionalmente, o Sudeste tem 92,4% dos domicílios abastecidos pela rede geral, enquanto o Norte alcança 60,9%.
  • Entre os estados, São Paulo tem 96% dos domicílios pela rede geral; o Pará registra apenas 49,1%.

O IBGE divulgou os resultados da PNAD Contínua 2025, mostrando condições distintas de abastecimento de água entre áreas rurais e urbanas no Brasil. Dados apontam que 86,1% dos domicílios tinham a rede geral como principal fonte no país, em 2025. Nas áreas urbanas, esse contingente foi de 93,1%, enquanto nas rurais ficou em 31,7%.

A pesquisa também apresenta a diversidade de fontes. Em média, o poço profundo ou artesiano aparece como segunda fonte mais comum, com 7,8%. O poço raso/freático vem em seguida com 2,7%, seguido por fontes próximas à nascente e outras formas diversas de abastecimento.

Região e desigualdades

Na região rural, o poço profundo domina, respondendo por 31,9% dos domicílios, quase empatado com a rede geral (31,7%). O poço raso soma 13,2% e outras fontes 13,0%, incluindo água da chuva armazenada. Analista do IBGE destaca custo de implantação como fator relevante.

Distribuição por região

No Sudeste, 92,4% dos domicílios usam a rede geral como principal fonte. O Norte apresenta menor participação da rede geral, com 60,9%, e maior participação de poços profundos, 22,8%. A diferença entre regiões evidencia o desafio de acesso em áreas dispersas.

Desempenho estadual

Entre os estados, SP lidera com 96% dos lares conectados à rede geral. O Pará tem o menor share, com 49,1% dos domicílios recebendo água pela rede. Demais estados variam entre segmentos de rede e poços, refletindo a diversidade regional.

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