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Biomarcadores invasivos reduzem o tempo de diagnóstico da endometriose

Biomarcadores não invasivos podem reduzir o atraso de diagnóstico da endometriose, que atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e eleva risco de infertilidade

Momento de una citología.
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  • A endometriose afeta cerca de dez por cento das mulheres em idade reprodutiva, com estimativas acima de um milhão de casos na Espanha.
  • O diagnóstico costuma demorar em média sete anos, devido a concepções equivocadas sobre a menstruação e a dor.
  • Entre as mulheres com a doença, aproximadamente trinta a quarenta por cento podem enfrentar esterilidade; a condição é uma das principais causas de infertilidade em centros de reprodução assistida.
  • Pesquisas buscam biomarcadores não invasivos ou minimamente invasivos para diagnóstico, incluindo o dispositivo Dufic para coletar fluido uterino e estudos sobre preservação da fertilidade por meio de técnicas menos invasivas.
  • Avanços continuam no desenvolvimento de tratamentos e diagnósticos precoces, mas ainda não há medicamento que elimine a dor localmente; modelos em roedores estão sendo usados para acelerar novas terapias nos próximos quatro a cinco anos.

O diagnóstico da endometriose ainda leva em média sete anos. A notícia chega com dados de especialistas que alertam para a demora e os impactos na fertilidade. Estima-se que 30% a 40% das pacientes apresentem infertilidade relacionada à doença. Em Spain, mais de um milhão de mulheres são afetadas.

A endometriose é crônica e inflamatória: tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. Organizações de saúde apontam cerca de 190 milhões de mulheres afetadas globalmente. A doença pode comprometer a vida reprodutiva e gerar sintomas intensos como dor pélvica, fadiga e desconforto durante atividades diárias.

A consequência mais grave é justamente o atraso no diagnóstico, segundo Elisa Gil Arribas, ginecologista. A médica argumenta que mudanças de percepção sobre a menstruação atrasam a identificação de sinais que vão além da cólica comum.

Avanços em diagnóstico e tratamento

Pesquisas recentes enfatizam a necessidade de biomarcadores não invasivos para tornar o diagnóstico mais rápido. Linhas de investigação exploram sangue, saliva, urina e fluido vaginal para identificar padrões associados à endometriose.

Um esforço específico, liderado por Dexeus Mujer, compara a cirurgia convencional de remoção de cistos com a ablação por energia de plasma. O método menos invasivo mostrou melhor preservação da reserva ovariana em estudos publicados, o que pode influenciar decisões sobre fertilidade.

Specialistas destacam a importância de aumentar a conscientização para incentivar o acesso a terapias reprodutivas, incluindo a preservação de óvulos. Em relatos de pacientes, a ausência de orientação sobre opções de preservação aparece como uma lacuna no cuidado.

Pesquisa e desenvolvimento

Na Universidade de Cantabria, a pesquisadora Analuce Canha Gouveia coordena projetos que buscam biomarcadores e técnicas menos invasivas. Um dispositivo denominado Dufic coleta fluido uterino sem biópsias, com apoio financeiro de programas de inovação em saúde.

Outras iniciativas incluem o sistema WomEC, desenvolvido em Barcelona, que utiliza biomarcadores proteicos para detectar precocemente o câncer de endometrio. Esses avanços refletem o ritmo crescente de pesquisa em diagnóstico precoce.

Especialistas reconhecem ainda a limitação de modelos animais atuais para testar terapias. O grupo Incliva estuda tecidos endometrais em roedores para acelerar o desenvolvimento de tratamentos mais específicos, com expectativa de progressos em quatro a cinco anos.

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