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Criatura marinha de 47 metros permanece viva nas profundezas desde Napoleão

Sifonóforo gigante de 47 metros, vivo desde a era napoleônica, indica longevidade extrema das profundezas e ressalta a urgência de proteger oceanos profundos

Criatura marinha de 47 metros segue viva nas profundezas desde a época de Napoleão
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  • Uma sifonóforo gigante de 47 metros foi localizada nas profundezas, na costa da Austrália, registrando um animal que remonta à época de Napoleão.
  • O organismo é colonial, composto por milhares de zooides que trabalham em conjunto para alimentação, reprodução e sobrevivência.
  • Possui células urticantes ao longo do corpo e não tem cérebro, funcionando como uma rede coordenada de funções.
  • A expedição com ROVs explorou os cânions de Ningaloo e observou o animal posicionado em formato de anel para ampliar sua área de caça.
  • A cobertura do CGTN destacou o achado como um dos maiores avanços oceanográficos das últimas décadas, reforçando a importância de proteger os oceanos profundos.

Uma criatura marinha de 47 metros foi avistada nas profundezas do oceano, evidenciando que gigantes históricos podem ainda existir. A sifonóforo gigante permanece ativa desde a época de Napoleão, segundo pesquisa recente.

Pesquisadores do Schmidt Ocean Institute identificaram o organismo na costa da Austrália. A estrutura em espiral funciona como um corpo único, formado por milhares de clones especializados, que capturam presas nas camadas abissais.

A descoberta, divulgada pelo canal CGTN, reforça a importância de explorar os oceanos profundos. A expedição utilizou tecnologia de ponta para registrar a criatura sem danificar o seu delicado conjunto.

Como funciona a sifonóforo gigante

O ser pertence ao gênero Apolemia e lembra uma corda translúcida que flutua nas correntes. Não possui cérebro central, atuando como uma rede coordenada de zooides.

1. Milhares de zooides realizam funções específicas para alimentação e movimento.

2. Células urticantes ao longo da extensão paralisam presas como crustáceos.

3. Cada zooide é geneticamente idêntico, mas especializado, mantendo o conjunto ativo.

A formação em anel facilita a área de caça e a relação entre as unidades coloniais torna o organismo altamente eficiente em ambientes de baixa temperatura e alta pressão.

Local e método de mapeamento

A expedição concentrou a pesquisa nos cânions de Ningaloo, região de águas profundas na Austrália. Robôs submarinos operaram em filmagens de alta resolução, revelando o animal posicionado de forma a maximizar sua captura de presas.

Os dados indicam que o tamanho da sifonóforo a torna, de longe, o animal mais longo já registrado pela oceanografia moderna. A observação reforça a ideia de que o fundo do mar guarda biodiversidade resiliente ao longo de séculos.

Implicações para o conhecimento dos oceanos

A presença de um organismo tão antigo demonstra que os ecossistemas abissais são mais estáveis e produtivos do que se imaginava. Entender seus mecanismos de sobrevivência pode oferecer insights sobre regeneração celular e adaptação a ambientes extremos.

Preservar esse gigante é essencial para futuras pesquisas. O estudo contribui para ampliar o entendimento sobre limites da vida e a diversidade de formas que habitam as profundezas.

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