- Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica indicam a possibilidade de um “Super El Niño” entre fim de 2026 e início de 2027, com até 3°C acima da média histórica no Pacífico.
- Centros internacionais, como a NOAA, apontam 90% de probabilidade de o fenômeno se consolidar a partir do fim do inverno.
- Desde 1950, apenas cinco eventos atingiram a intensidade máxima, sendo o último entre 2015 e 2016.
- Para o Rio Grande do Sul, há alerta máximo de risco de inundações severas, com o El Niño ampliando a probabilidade de chuvas intensas.
- No Norte e Nordeste há tendência de estiagem; Sudeste e Centro-Oeste devem enfrentar ondas de calor, alternadas com períodos de chuva. O Inmet afirma que o El Niño forte deve se estabelecer entre agosto e outubro, ganhando força até o fim do ano.
O Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo (ECMWF) aponta a possibilidade de surgir um Super El Niño entre o final de 2026 e o início de 2027. Os modelos indicam que o fenômeno pode ser o mais intenso em 140 anos, com a temperatura do Pacífico chegando a até 3 °C acima da média histórica. A previsão reforça a preocupação com impactos climáticos globais.
Atualmente, a probabilidade de consolidação do El Niño forte está elevada, com centros internacionais como a NOAA estimando 90% de chance de o fenômeno se firmar após o inverno. O aquecimento acelerado das águas equatoriais é impulsionado por ventos de oeste que deslocam calor para o Pacífico Oriental.
Entre 1950 e 2023, apenas cinco eventos atingiram a intensidade máxima, com o último registrado entre 2015 e 2016. A expectativa é de que o processo ganhe impulso entre agosto e outubro, com virada da situação para o fim do ano, segundo avaliações técnicas.
Impactos previstos para o Brasil indicam variações por região. No Rio Grande do Sul, o alerta é de risco de inundações severas, resultado da alteração na circulação atmosférica que costuma reduzir frentes frias sobre a Região Sul. A mensagem é de atenção para enchentes e cheias.
No Norte e Nordeste, as consequências devem ser distintas, com possibilidade de períodos de estiagem mais longos. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o El Niño pode favorecer ondas de calor acompanhadas de vúas chuvas intermitentes, dificultando previsões sazonais.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém a orientação de acompanhar atualizações sobre a intensidade do fenômeno, sem estabelecer previsões finalizadas neste momento. A estimativa é de que o El Niño forte se consolide entre agosto e outubro, ganhando força até o início de 2027.
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