- Escavações na Caverna Wogan, sob o Castelo de Pembroke, em País de Gales, revelaram restos de hipopótamo que viveram há cerca de 120 mil anos.
- Além do hipopótamo, foram encontrados fósseis de mamute-lanoso e evidências da presença de humanos primitivos, possivelmente neandertais.
- O arqueólogo Rob Dinnis, da University of Aberdeen, liderou o trabalho e afirmou que o sítio é único na Grã-Bretanha.
- O achado permite entender a história climática da região, associada ao período interglacial Eemiano, quando as temperaturas eram mais altas.
- O conjunto mostra ciclos de aquecimento e resfriamento que influenciaram a distribuição de espécies ligadas a água doce, até o sul de País de Gales.
Sob um castelo normando no sul do País de Gales, arqueólogos anunciaram uma descoberta que pode reescrever a história climática da Grã-Bretanha. Escavações na Caverna Wogan, sob o Castelo de Pembroke, revelam restos de um hipopótamo de cerca de 120 mil anos atrás.
Além do fóssil de hipopótamo, pesquisadores identificaram ossos de mamute-lanoso e indícios da presença de humanos primitivos, possivelmente Neandertais. O conjunto demonstra a diversidade de espécies durante períodos de clima variables na região.
O sítio é marcado por um contraste entre o ambiente atual, dominado por um castelo medieval, e as condições do passado remoto. A paisagem da região, então, abrigava rios e lagos que ofereciam água doce para grandes herbívoros.
Contexto climático da época
Há cerca de 120 mil anos, durante o interglacial Eemiano, a Europa apresentava temperaturas mais altas que as atuais. Esses extremos favorizavam a expansão de espécies tropicais para além de suas zonas modernas, incluindo o hipopótamo.
Evidências fósseis indicam que hipopótamos chegaram a ocupar partes da Grã-Bretanha, incluindo o sul do País de Gales. A combinação com fósseis de mamute-lanoso aponta para ciclos climáticos alternados entre aquecimento e frio intenso.
O achado na Caverna Wogan oferece um registro raro da dinâmica entre clima e fauna ao longo do tempo. A presença simultânea de espécies associadas a climas distintos reforça a ideia de mudanças ambientais extremas na região.
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