- O Ibama emitiu alerta sobre peixes invasores no litoral brasileiro, com foco no peixe-leão, que já está presente desde o Caribe até o litoral da Bahia e pode alcançar o Sudeste e Sul.
- Uma nova instrução normativa autoriza controle por meio de pesca, captura, abate e até o comércio de espécies nocivas, sem restrições de quantidade, tamanho ou período, desde que obedecidas as regras do ordenamento pesqueiro.
- O peixe-leão é apontado como predador voraz, capaz de consumir mais de cem espécies diferentes de presas.
- O órgão mantém parceria com universidades e organizações não governamentais para acompanhar as bioinvasões no litoral.
- A norma também prevê a proibição de manutenção, criação, reprodução, transporte e comercialização de peixes marinhos exóticos invasores.
O Ibama publicou uma instrução normativa para enfrentar a presença de peixes invasores nos litorais brasileiros. Entre eles, o peixe-leão é objeto de preocupação por potencial impacto na biodiversidade local.
A norma autoriza ações de pesca, captura, abate e até o comércio de espécies exóticas invasoras, sem restrições de quantidade, tamanho ou época do ano. A população pode participar, desde que siga o ordenamento pesqueiro vigente.
A preocupação com o peixe-leão é alta: o animal, já descrito como predador voraz, consome mais de 100 espécies diferentes de presas. A área de distribuição já alcança o litoral nordestino e se estende até o sul da Bahia.
Para monitorar o andamento das bioinvasões, o Ibama mantém contato com pesquisas de universidades federais e com organizações não governamentais. As informações ajudam a entender como espécies exóticas chegam ao litoral brasileiro.
A orientação do órgão reforça que peixes marinhos exóticos invasores são nocivos à biodiversidade nativa e aos ecossistemas. O controle pode ocorrer por meio de várias modalidades, desde que respeitados os procedimentos do ordenamento pesqueiro.
A normativa também estabelece a proibição de manter, criar, reproduzir, transportar e comercializar peixes marinhos exóticos invasores. A medida busca reduzir impactos sobre espécies nativas e sobre habitats costeiros.
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