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Mulher no Ceará relata vício em Jogo do Tigrinho e dívida de R$ 50 mil

Caso de ludopatia no Ceará amplia alerta sobre vício: dívida de cerca de R$ 50 mil, venda de imóveis pela família e busca por tratamento e emprego

Assíria Macêdo, de 29 anos
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  • Assíria Macêdo, designer de cílios de 29 anos, moradora de Fortaleza, relata ter perdido patrimônio da família e acumulado dívida de cerca de R$ 50 mil após desenvolver vício em jogos online, incluindo o “jogo do tigrinho”.
  • Ela publicou um vídeo nas redes na última segunda-feira (13) contando o impacto da dependência, com crises de ansiedade e dificuldade para trabalhar.
  • A diarista afirma que, no começo, chegou a lucrar até R$ 10 mil e R$ 15 mil, mas passou a apostar tudo o que tinha, incluindo rendimentos do trabalho.
  • A situação gerou endividamento e conflitos familiares: o marido tentou quitar dívidas, os pais venderam imóveis e quase tudo foi perdido.
  • Assíria busca tratamento psicológico e psiquiátrico pelo sistema público e lançou vaquinha online para quitar débitos e conseguir emprego; o caso ocorre no contexto da regulamentação de jogos online no país.

Assíria Macêdo, designer de cílios de 29 anos, conta como o vício em jogos online, incluindo o chamado jogo do tigrinho, devastou a vida da família. Em Fortaleza, ela publicou um vídeo nas redes sociais na última segunda-feira, relatando dívidas, perdas de patrimônio e pressão psicológica.

Segundo o relato, o impulso começou há cerca de quatro anos, motivado por promessas de ganhos rápidos. Inicialmente houve lucros significativos, o que incentivou novas apostas com todo o dinheiro disponível, inclusive a renda do trabalho.

Com o tempo, as dívidas se acumularam e houve conflitos familiares. O marido chegou a tentar quitar débitos, mas também se endividou. Os pais venderam imóveis para ajudar, e Assíria afirma ter perdido praticamente todos os bens.

A profissional de estética diz enfrentar crises de ansiedade, insônia e dificuldade para atender clientes em um estúdio montado em casa, vivendo sob cobrança constante. Ela admite mentir sobre a situação e continuar jogando, o que aprofundou o endividamento.

Contexto da ludopatia

A história destaca a dependência de jogos de azar, conhecida como ludopatia, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde desde 2018. O transtorno envolve dificuldade em controlar o impulso de jogar, mesmo diante de prejuízos.

Especialistas apontam que o tratamento requer reorganização mental, apoio psicológico, participação em grupos e, em casos, uso de medicação. Em situações mais graves, pode haver necessidade de internação.

Assíria afirma ter plena consciência da dependência e expressa arrependimento. Ela busca acesso a tratamento público, apoio financeiro e oportunidades de emprego para sustentar as filhas e os pais.

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