- Em fevereiro de 2026, uma tempestade no Mar de Weddell obrigou o quebra-gelo Polarstern a buscar abrigo, levando a equipe de 93 cientistas a avistar uma ilha até então não registrada em mapas.
- A ilha tem 130 metros de comprimento, 50 metros de largura e 16 metros de altura acima do nível do mar, localizada perto da Ilha Joinville.
- O local era marcado apenas como zona de perigo nos mapas, com a posição real aproximadamente 1 milha náutica (cerca de 1,85 km) deslocada do registro.
- A confirmação oficial ocorreu em 7 de abril de 2026, usando sonar multifeixe de alta resolução e drones para montar o mapa batimétrico e o modelo 3D da elevação.
- A descoberta revela que apenas cerca de 25% do fundo dos oceanos é medido diretamente; o degelo antártico pode facilitar novas revelações de formações antes escondidas sob o gelo.
O quebra-gelo Polarstern, com 93 pesquisadores a bordo, ficou preso por uma tempestade no Mar de Weddell em fevereiro de 2026. Ao buscar abrigo, a equipe avistou uma mancha escura no gelo que não correspondia a nenhum mapa. Era uma ilha que não constava nos registros.
A descoberta envolveu o especialista em batimetria Simon Dreutter, que percebeu a irregularidade na cor e na forma do bloco de gelo. A área era apenas indicada como zona de perigo, sem costa traçada nos mapas. O erro de posição era de cerca de 1 milha náutica.
A ilha mede 130 m de comprimento, 50 m de largura e 16 m de altura. A confirmação foi anunciada pelo Instituto Alfred Wegener (AWI) em 7 de abril de 2026, após mapeamento com sonar multifeixe e imagens de drone.
Como a ilha foi confirmada
O Polarstern aproximou-se a 150 m da costa, com 50 m de profundidade sob a quilha. O relevo submarino foi mapeado pelo sonar de alta resolução, enquanto o drone gerou imagens e um modelo em 3D com coordenadas precisas.
A equipe utilizou duas ferramentas-chave para validar a ilha: sonar batimétrico e imagens aéreas. O conjunto permitiu confirmar as medidas: 130 m de comprimento, 50 m de largura e 16 m de altura.
Contexto e implicações
A descoberta mostra que apenas 25% do fundo oceânico é medido diretamente por navios. O restante depende de estimativas, principalmente nas regiões polares, onde o gelo dificulta o acesso.
Historicamente, o registro de nomes geográficos no polo é vasto, com milhares de entradas registradas por diversos países. A nova ilha entrará na lista após o processo oficial de nomeação.
Degelo e perspectivas futuras
Desde 2017, o AWI observa recuo do gelo na região, o que pode facilitar novas descobertas. Os pesquisadores ressaltam que a ilha pode ter existido sob o gelo ou ter ficado exposta pela redução do gelo marinho.
A descoberta do Polarstern evidencia que o mapa do mundo ainda guarda lacunas. Novas formações podem emergir à medida que o gelo recua e a tecnologia de localização avança.
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