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Nutriente desconhecido é vital para o desenvolvimento do cérebro

Colina, nutriente essencial, pode melhorar memória e funcionamento cerebral; na gravidez, suplemento estaria ligado a processamento mais rápido

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  • A colina é um nutriente essencial para o desenvolvimento do cérebro e o funcionamento do sistema nervoso; o corpo não a produz emquantidade suficiente, sendo necessária a ingestão pela alimentação.
  • Aumentos na ingestão de colina têm relação com melhoria da memória e proteção contra distúrbios do desenvolvimento neurológico, como TDAH e dislexia, além de benefícios observados quando mães tomam suplementos durante a gravidez.
  • A deficiência pode levar a doença hepática gordurosa não alcoólica e pode prejudicar a expressão de genes envolvidos na multiplicação celular.
  • Estudos associam maior consumo de colina a menor ansiedade, redução do risco de depressão e, em camundongos, queda nos níveis de homocisteína, um aminoácido ligado ao risco cardíaco.
  • Recomendações da EFSA são: 400 mg por dia para adultos; 480 mg por dia para mulheres grávidas e 520 mg por dia para lactantes; fontes comuns incluem ovo (~150 mg), peito de frango (~72 mg) e amendoins (~24 mg).

A colina é um nutriente essencial para o desenvolvimento do cérebro, o funcionamento do sistema nervoso e o metabolismo. Pesquisas indicam benefícios que vão desde o desempenho cognitivo até a proteção contra distúrbios do desenvolvimento neurológico.

Estudos mostram que aumentar a ingestão de colina pode afetar positivamente a memória e a velocidade de processamento de informações em bebês cujas mães consumiram mais colina durante a gravidez. A deficiência pode interferir na expressão de genes envolvidos na multiplicação celular.

A colina é produzida pelo corpo, mas não em quantidade suficiente para atender às necessidades diárias. Assim, a alimentação é a principal fonte, semelhante aos ácidos graxos ômega-3. Todas as células contêm esse nutriente.

Ela está presente principalmente em alimentos de origem animal, como ovo, carne, peixe, frango e leite, além de opções vegetais como amendoim, feijão, cogumelos e brássicas. Fontes animais costumam conter mais colina.

Entre as funções, a colina auxilia na formação de fosfolipídios, componentes das membranas celulares, e na produção de acetilcolina, neurotransmissor ligado à memória, pensamento e aprendizado.

Em um estudo com 1,4 mil participantes, ingestões mais altas de colina mostraram tendência a melhor memória. Já a deficiência tem sido associada a maiores riscos de doenças neurodegenerativas.

A saúde mental também aparece ligada ao consumo de colina, com evidências de menor ansiedade e risco reduzido de depressão em dietas mais ricas no nutriente. Pesquisas em animais sugerem efeito na homocisteína.

Há indícios de que a ingestão adequada possa colaborar com densidade óssea e redução de fraturas. O papel hepático da colina envolve o transporte de gordura do fígado, prevenção de doença hepática gordurosa não alcoólica.

Para a população em geral, as autoridades estabelecem recomendações: 400 mg por dia para adultos. Mulheres grávidas ou lactantes devem consumir entre 480 mg e 520 mg, conforme orientação regulatória.

Um ovo contém aproximadamente 150 mg de colina; peito de frango, cerca de 72 mg; e um punhado de amendoins, em torno de 24 mg. A colina foi identificada no século XIX e classificada como nutriente essencial na década de 1990.

Especialistas destacam que a recomendação diária pode ser atingida com uma alimentação bem planejada. A pesquisa continua a investigar impactos da colina no desenvolvimento fetal e na saúde ao longo da vida.

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