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Polvo mais velho do mundo não é polvo, estudo surpreende cientistas

Fóssil de 300 milhões de anos não era polvo; é parente do náutilo moderno, identificado com imagens de sincrotron e novas análises

A espécie Pohlsepia mazonensis foi encontrada ao sul de Chicago, Illinois • Universidade de Reading
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  • Fóssil de Pohlsepia mazonensis, de 300 milhões de anos, não era polvo: é um nautiloide, parente dos náutilos modernos.
  • Foi encontrado no sítio arqueológico de Mazon Creek, ao sul de chicago, illinois.
  • O estudo foi publicado no Proceedings of the Royal Society B.
  • Análises com sincrotron e outras técnicas revelaram a rádula com pelo menos 11 dentes por fileira, diferença dos polvos, que têm entre sete e nove.
  • A descoberta destaca o uso de tecnologias modernas na paleontologia e explica por que o fóssil parecia, à primeira vista, um polvo.

O fóssil de 300 milhões de anos que inspirou dúvidas sobre a idade do polvo não pertence ao polvo mais antigo. Nova análise indica que ele é um parente do náutilo moderno, um molusco com concha externa e tentáculos. O estudo foi publicado no Proceedings of the Royal Society B.

O material denominado Pohlsepia mazonensis foi encontrado no sítio de Mazon Creek, ao sul de Chicago, Illinois. Paleontólogos haviam sugerido tratar-se do polvo mais antigo conhecido, superando os registros de cerca de 90 milhões de anos.

A reavaliação utilizou técnicas analíticas modernas ainda não disponíveis na avaliação de 2000. Entre elas, microscopia eletrônica de varredura, gequímica de rochas e imagens de sincrotron, que proporcionaram dados inéditos sobre a anatomia do fóssil.

As novas imagens revelaram uma rádula com pelo menos 11 dentes por fileira, característica distinta de náutiloides. Cientistas destacam que esse traço é incompatível com a anatomia de polvos, indicando parentesco com a linha dos náutilos.

Segundo o pesquisador principal, Thomas Clements, o avanço tecnológico permitiu observar detalhes abaixo da superfície da rocha, que não eram visíveis a olho nu. A descoberta reforça o papel das tecnologias emergentes na paleontologia e na compreensão de evolução de cefalópodos.

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