- Em 2025, a população que mora sozinha chegou a 15,6 milhões, correspondendo a 19,7% do total de domicílios no Brasil. O aumento desde 2012 foi de 109,8%.
- O número de lares unipessoais é maior do que o total de habitantes de estados como a Bahia (14,9 milhões).
- O envelhecimento é um fator explicativo: a participação de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025, e esse grupo respondia por 41,2% dos domicílios unipessoais em 2025.
- Entre os moradores sozinhos, os homens são a maioria: 54,9% dos domicílios unipessoais, contra 45,1% de mulheres.
- Mesmo com o crescimento, os domicílios nucleares continuam em maioria (52,1 milhões, 65,6%), mas sua participação caiu desde 2012, enquanto os lares unipessoais ganham espaço.
A população que mora sozinha no Brasil cresceu de 7,5 milhões em 2012 para 15,6 milhões em 2025, segundo o IBGE. O aumento foi de 109,8% no período, com a participação de lares unipessoais passando de 12,2% para 19,7% do total de domicílios.
Em 2025, esse contingente representa quase 1 em cada 5 endereços do país, em um total de 79,3 milhões de domicílios. O maior peso relativo ocorre em estados mais envelhecidos, como Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.
Entre os fatores apontados pelo IBGE para o crescimento está o envelhecimento da população. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais subiu de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025, e esse grupo respondia por 41,2% dos domicílios unipessoais no ano passado.
A distribuição por sexo mostra que, no conjunto, mulheres continuam na maioria da população, mas entre quem mora sozinho os homens são maioria, com 54,9% dos domicílios unipessoais em 2025. O IBGE associa esse perfil a mudanças de padrões de casamento e ao envelhecimento.
Domicílios nucleares — formados principalmente por casais com ou sem filhos — continuam como a maior categoria, somando 52,1 milhões de unidades em 2025 (65,6% do total). Mesmo assim, a participação dos lares unipessoais cresce de forma mais acelerada, sinalizando uma tendência de transformação estrutural.
Outras formas de moradia, como unidades estendidas e compostas, somam 13,5% e 1,1% do total, respectivamente. Essas categorias são menos frequentes, mas ajudam a mapear a diversidade de arranjos familiares no Brasil atual.
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