- A presença de máquina de lavar roupa no Brasil passou de 63% das casas em 2016 para 72,1% em 2025, segundo o IBGE.
- O crescimento foi mais intenso na região Norte e no Centro-Oeste, enquanto o Nordeste avançou mais devagar.
- No Norte, casas com o equipamento passaram de 41% em 2016 para 60% em 2025; no Centro-Oeste, de 66,9% para 83,5%. No Nordeste, foi de 33% para 42,6%.
- Em 2025, 22,1 milhões de domicílios não tinham máquina de lavar; 8,8 milhões ficam no Nordeste, o que representa 40% dos lares sem o eletrodoméstico.
- A presença da lavadora contrasta com a geladeira, presente em 98,4% dos domicílios brasileiros, com maior cobertura nas regiões Sul (99,4%), Sudeste (99,1%) e Centro-Oeste (99%).
A presença de máquina de lavar roupa nos lares brasileiros cresceu nos últimos dez anos, mas ainda está em torno de 70% das residências. Em 2016, 63% tinham o eletrodoméstico; em 2025, esse índice chegou a 72,1%.
O crescimento foi mais rápido nas regiões Norte e Centro-Oeste, conforme a PNAD Contínua 2025 do IBGE. No Norte, a participação subiu de 41% para 60%. No Centro-Oeste, passou de 66,9% para 83,5%.
Região Nordeste e desigualdades
No Nordeste, o uso ficou em 42,6% em 2025, frente a 33% em 2016, mostrando uma evolução menor. No total, 22,1 milhões de domicílios não possuíam a máquina em 2025, sendo 8,8 milhões na região.
Contexto e implicações
A presença da máquina de lavar está associada à conciliação entre trabalho remunerado e doméstico. Sem o equipamento, há maior tempo despendido na tarefa. Dados do IBGE indicam que mulheres dedicam mais tempo a afazeres domésticos.
Entre fatores de desigualdade, pesquisas apontam que mulheres pretas ou pardas gastam mais tempo com tarefas domésticas do que mulheres brancas, conforme as estatísticas de 2022.
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