- A incidência de influenza A aumentou entre o fim de março e o início de abril no Brasil, com mais de 31 mil casos de síndrome respiratória aguda grave até o dia 4 de abril e mais de 13 mil confirmações laboratoriais.
- A campanha de vacinação contra a gripe no Sistema Único de Saúde vai até 30 de maio; a região Norte vacina no segundo semestre, por causa do chamado inverno amazônico.
- A gripe pode evoluir para febre alta, infecções bacterianas e internação, especialmente em grupos vulneráveis.
- A gripe K, subclado do influenza A (H3N2), ganhou atenção internacional, tendo sido identificada no Brasil no fim de 2025; a vigilância foi intensificada pelo Ministério da Saúde.
- A vacina usa vírus inativados e não provoca gripe; efeitos adversos comuns são dor, vermelhidão e endurecimento no local da aplicação, geralmente leves e de até 48 horas.
A Secretaria de Saúde registra aumento de casos da gripe causado pelo influenza A, com potencial para quadros graves. A elevação ocorre entre fim de março e começo de abril, principalmente na região Centro-Sul. A transmissão é favorecida pelo clima frio, seco e maior convivência em ambientes fechados.
O boletim InfoGripe da Fiocruz aponta crescimento de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) até 4 de abril, com mais de 31 mil casos registrados neste ano. Desses, pouco mais de 13 mil tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios, incluindo influenza.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe segue em 2026, com prazo até 30 de maio. A imunização ocorre no outono na maior parte do país, e na região Norte no segundo semestre, para cobrir variações sazonais das cepas.
Por que vacinar
Especialistas destacam que a vacina é reformulada anualmente para acompanhar as mutações do influenza. A proteção tende a reduzir complicações, internações e óbitos, especialmente entre grupos vulneráveis.
A gripe pode evoluir com febre alta e complicações, como sinusite, otite e pneumonia. A vacinação usa vírus inativados, incapazes de causar a doença. Efeitos adversos costumam ser leves, com melhora em até 48 horas.
Cenário e vigilância
A vigilância epidemiológica reforça o monitoramento do subtipo Gripe K (H3N2), identificado no Brasil no fim de 2025. Em abril, autoridades ampliaram a atenção para a circulação e mutações do vírus a fim de ajustar estratégias de proteção.
A recomendação é manter a vacinação como medida principal de prevenção. A gripe pode levar a internações e complicações graves, especialmente em pessoas com comorbidades ou idade avançada.
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