- Arqueólogos resgatam blocos da antiga obra, com peças de até 80 toneladas, submersas há mais de 1.600 anos, do Farol de Alexandria.
- O Farol, que media cerca de 130 metros, desabou e caiu no litoral, parte das falhas geológicas e abalos sísmicos da época.
- Restos localizados no leito do oceano incluem grandes blocos de granito e calcário branco, que formavam a entrada principal da estrutura.
- O resgate envolve guindastes marítimos, jatos de água doce e lonas de proteção para evitar danos pelas condições do mar e do sol.
- Projetos de reconstrução virtual são coordenados pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica, mas a visitação pública ainda não tem data e depende de recursos.
O Farol de Alexandria, monumento marítimo de mais de 1.600 anos, teve blocos de até 80 toneladas resgatados do leito do oceano. Equipes submersas retiraram rochas de granito e calcário, preservando a estrutura histórica já desmoronada no passado. O trabalho ocorre sob condições de água salgada e fundo arenoso.
O caso envolve arqueólogos, equipes técnicas e canais de documentação histórica. O objetivo é registrar com precisão o que restou do farol, evitar perdas adicionais e mapear o estado das peças recuperadas. O resgate enfatiza a segurança das pedras antes de qualquer remoção definitiva.
O resgate começou após mergulhos minuciosos que identificaram os maiores blocos ainda preservados no leito portuário oriental. As peças recuperadas integram ambientes internos e a entrada principal, refutando mitos sobre baús dourados ou navios intactos.
Como ocorreu o resgate
As peças, pesando até 80 toneladas, exigem guindastes marítimos e cabos de alta resistência. O transporte envolve logística complexa para elevar, desparasitar e proteger as rochas, evitando impactos com o ambiente submerso. Técnicas de proteção térmica e hidrodepuração são usadas durante o manejo.
Processos de içamento milimétrico, banhos com água doce e barreiras protetoras evitam danos durante a retirada. O objetivo é manter a integridade das superfícies rochosas, que registram vestígios de antigas técnicas de construção.
Papel da tecnologia e do patrimônio
Instituições de pesquisa coordenam o esforço, com apoio de especialistas em modelagem 3D. Réplicas virtuais ajudam a reconstruir mentalmente o conjunto original do farol, permitindo estudos de engenharia antiga sem manusear fisicamente as peças sensíveis.
Equipas internacionais articulam dados, imagens e modelos para entender melhor a evolução arquitetônica do monumento. O material compilado serve de base para futuras pesquisas e para o acompanhamento de possíveis ações de preservação.
Perspectivas para o público
A administração responsável afirma que não há prontos planos de reerguimento para visitação pública. A prioridade é salvaguardar os blocos recuperados e avançar na documentação científica. A disponibilidade de futuras visitas depende de avaliações técnicas e de recursos financeiros.
Fontes oficiais reiteram a necessidade de continuidade do trabalho arqueológico, com base em verbas governamentais e cooperação internacional. O andamento do projeto depende de decisões técnicas, orçamentárias e da evolução do estado de conservação.
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