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Dr. Kalil e convidados explicam relação entre transtorno bipolar e longevidade

Meta-análise com setecentos mil pacientes aponta que doenças cardiovasculares são a principal cause de mortalidade precoce no transtorno bipolar; suicídio, 12 a 14 vezes maior risco

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  • Meta-análise com 700 mil pacientes com transtorno bipolar aponta doenças cardiovasculares como principal causa de mortalidade precoce; suicídio é o segundo, com risco entre 12 e 14 vezes maior que a população geral.
  • A expectativa de vida pode reduzir-se em até 13 anos em relação à parcela sem o transtorno.
  • O risco de suicídio é especialmente alto durante episódios depressivos e nos episódios mistos (manía com depressão).
  • A genética tem papel relevante, com herdabilidade estimada em cerca de 70%; entre 60% e 80% dos gêmeos idênticos, quando um é afetado, desenvolvem a condição no transtorno bipolar tipo 1.
  • Estudos brasileiros corroboram dados internacionais: aos 11 anos, metade dos filhos de pessoas com transtorno bipolar tipo 1 já apresentam algum transtorno psiquiátrico.

Pessoas com transtorno bipolar podem ter expectativa de vida menor, com redução estimada de até 13 anos em relação à média da população. A informação foi apresentada no CNN Sinais Vitais neste sábado por Beny Lafer e Sheila Caetano, com o moderador Dr. Roberto Kail.

A análise é baseada em uma meta-análise que envolve cerca de 700 mil pacientes com transtorno bipolar. As doenças cardiovasculares aparecem como a principal causa de mortalidade precoce nesse grupo, seguidas pelo suicídio, com risco 12 a 14 vezes maior do que na população geral.

Atenção especial aos episódios depressivos e aos episódios mistos, quando sinais de mania e depressão coexistem. Nesses momentos, o risco de suicídio aumenta significativamente, segundo Lafer.

Causas, genética e impacto familiar

A genética desempenha papel relevante no desenvolvimento do transtorno bipolar, especialmente no tipo 1. Estudos com gêmeos idênticos indicam herdabilidade entre 60% e 80%.

Entre os transtornos psiquiátricos, a herdabilidade do bipolar 1 é estimada em cerca de 70%, segundo Caetano, reforçando a ideia de forte componente genético.

Pesquisas nacionais corroboram dados internacionais: já aos 11 anos, metade dos filhos de pessoas com transtorno bipolar tipo 1 pode apresentar algum transtorno psiquiátrico, como depressão, ansiedade ou TDAH.

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