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Incorporar exercícios no dia a dia reduz risco de oito doenças crônicas

Estudo liga atividade física vigorosa a queda no risco de oito doenças crônicas, desde que represente mais de 4% da prática total diária

É importante adaptar o nível de esforço à condição física individual
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  • Estudo publicado no European Heart Journal analisou dados do UK Biobank, com cerca de 96 mil pessoas usando rastreadores e mais de 375 mil que relataram atividade, acompanhando por média nove anos e avaliando oito doenças crônicas e mortalidade.
  • A principal conclusão é que a proporção de atividade vigorosa acima de 4% do total esteve associada a menor risco de demência, diabetes tipo 2, doença hepática gordurosa, doença respiratória crônica, doença renal crônica, doenças inflamatórias, eventos cardiovasculares maiores, fibrilação atrial e morte por qualquer causa.
  • A definição de atividade vigorosa envolve aumento significativo da frequência cardíaca e da respiração; pode incluir corrida, pedalada, nado, subir escadas rapidamente ou explosões curtas de esforço na rotina.
  • Os benefícios aparecem mesmo com poucas sessões de alta intensidade ao longo do dia, sem necessidade de plano de exercícios estruturado.
  • Recomenda-se adaptar a intensidade a cada pessoa, consultar médico antes de iniciar, e buscar formas práticas e sustentáveis de incorporar momentos de esforço maior na vida diária.

O estudo publicado no European Heart Journal revela que até pouco tempo de atividade física intensa pode reduzir significativamente o risco de oito doenças crônicas. A pesquisa acompanhou dezenas de milhares de pessoas no UK Biobank, com monitoramento de movimentos por sensores ou por relatos de atividade, ao longo de cerca de nove anos. O principal dado: mais de 4% da atividade total realizada de forma vigorosa já traz benefícios expressivos.

Pessoas que atingiram esse patamar apresentaram menor probabilidade de desenvolver demência, diabetes tipo 2, doença hepática gordurosa, doenças respiratórias, renais, inflamatórias, além de menor risco de eventos cardiovasculares e mortalidade. Em números, reduções de até 63% para demência e 46% para mortalidade geral foram observadas, frente a quem não fazia intensidade vigorosa.

A análise destacou que a intensidade é tão relevante quanto a quantidade de exercício. Movimentos curtos, porém intensos, ao longo do dia também contam, desde que elevem a frequência cardíaca e deixem a pessoa sem fôlego. Correr, pedalar, nadar ou subir escadas rápidas aparecem entre os exemplos, ajustados ao condicionamento de cada pessoa.

O que é atividade vigorosa e como medi-la?

Segundo a pesquisadora Dra. Leana Wen, a intensidade pode ser avaliada pelo “teste da fala”: se é possível falar em frases completas, o ritmo está abaixo da intensidade vigorosa; se a fala fica difícil, é o nível alto. O conceito também pode incluir rajadas curtas de esforço, como deslocar-se rapidamente ou carregar objetos pesados.

Por que vale a pena aumentar a intensidade?

A atividade de maior intensidade exige mais do corpo em menos tempo, potencializando benefícios cardíacos, controle de glicose e saúde metabólica. Além disso, os estudos indicam efeitos cognitivos e impactos variados entre diferentes órgãos, com alguns distúrbios respondendo mais à intensidade do que à duração.

Como a prática pode caber no dia a dia, os pesquisadores defendem a acumulação de esforços vigorosos em blocos curtos ao longo das atividades diárias. Subir escadas, caminhar com velocidade moderada, ou realizar sprints breves entre tarefas são estratégias úteis para quem não tem tempo para um treino formal.

Recomendações para incorporar com segurança

A orientação é buscar oportunidades diárias de maior intensidade, sem exigir grandes mudanças de rotina. Intercalar exercícios moderados com esforços mais intensos em intervalos de 30 segundos a um minuto pode ser eficaz. Pessoas com mobilidade reduzida ou condições médicas devem consultar um profissional antes de iniciar.

Conteúdo e público-alvo do estudo

O estudo utilizou dados de dois grupos do UK Biobank, envolvendo quase 500 mil participantes. O acompanhamento permitiu mapear oito condições crônicas, além da mortalidade. A partir dessas evidências, a mensagem central é simples: não basta somar minutos de atividade, é preciso incorporar momentos de maior intensidade.

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