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Onça-pintada das nuvens é avistada em Honduras após 10 anos

Avistamento pela primeira vez em dez anos de uma onça-pintada das nuvens, a 2.200 metros, indica avanço da conectividade e esforços de conservação em Honduras

Honduras é um dos 18 países onde vivem as onças-pintadas. O maior felino do hemisfério ocidental e o terceiro maior felino do mundo (atrás de tigres e leões), seu habitat se estende do México à Argentina, mas perdeu quase metade de seu território histórico. Esforços de conservação estão ajudando a preservá-la por meio de corredores ecológicos.
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  • Armadilhas fotográficas registraram a presença de uma onça-pintada pela primeira vez em dez anos na Serra del Merendón, em Honduras, em 6 de fevereiro de 2026, a cerca de 2.200 metros de altitude.
  • O felino é o único macho da região, conhecido como “onça-pintada das nuvens”, capturado pela organização Panthera em Honduras.
  • Desmatamento e caça furtiva são as principais ameaças; Honduras mantém proteção à espécie e ações de vigilância, incluindo patrulhas, monitoramento e programas para reintroduzir presas.
  • O avistamento faz parte de esforços para manter conectividade entre populações de onça-pintada no México, Honduras e Guatemala, por meio de corredores ecológicos.
  • Em 2026, houve sinais positivos em outros países: no México houve aumento de 10% na população de onças-pintadas; no Brasil, foi adotado um marco internacional para a proteção da espécie durante a CMS COP15.

Um macho de onça-pintada, conhecido como a “onça-pintada das nuvens”, foi registrado pela primeira vez em 10 anos na Serra del Merendón, em Honduras. O avistamento ocorreu em 6 de fevereiro, a cerca de 2.200 metros de altitude, em floresta de alta montanha.

Armadilhas fotográficas da Panthera capturaram as imagens, que foram disponibilizadas exclusivamente à CNN. A sobrevivência da espécie na região é vista como um indicativo positivo para os esforços de conservação no país.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), as onças-pintadas perderam 49% de sua área histórica de distribuição nas Américas. A maior população envolve a Amazônia, mas outras populações estão ameaçadas ou em perigo.

Em Honduras, as onças-pintadas são protegidas por lei, ainda que enfrentem desafios, como desmatamento e caça furtiva. Franklin Castañeda, diretor da Panthera no país, afirma que ações contra essas ameaças vêm sendo intensificadas.

O avistamento ocorre em meio a um contexto de esforços ambientais no Merendón, que integra corredores ecológicos regionais. A montanha vem sendo monitorada nos últimos 15 anos, com vigilância reforçada nos últimos 10.

Dados do Global Forest Watch indicam que, entre 2001 e 2024, Honduras perdeu 1,5 milhão de hectares de cobertura florestal, principalmente por agricultura permanente. O governo traça metas de desmatamento zero até 2029.

A Panthera e parceiros promovem ações como patrulhas, armadilhas fotográficas e monitoramento acústico. Elas também trabalham na reintrodução de presas da onça para fortalecer o ecossistema local.

Pesquisadores destacam que a onça-pintada das nuvens costuma ter ampla dispersão, com indivíduos viajando grandes distâncias. O avistamento recente sugere que a conectividade entre populações de Honduras e Guatemala é fundamental.

Estudos indicam que Honduras abriga pequenas populações da espécie em Parques Nacionais como Pico Bonito e Jeannette Kawas. A movimentação entre áreas protegidas ajuda a manter a diversidade genética dos felinos.

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