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Sem oceano saudável, o futuro está em risco e é hora de agir

Ampliação de áreas protegidas avança, mas sem manejo, financiamento e fiscalização o oceano pode virar parque apenas no papel

Corais embranquecidos em recife na ilha de Koh Mak, província de Trat, na Tailândia - Napat Wesshasartar - 08.mai.24/Reuters
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  • O oceano sustenta vida, regula clima e alimentação, mas enfrenta pesca predatória, poluição, destruição de habitats e mudança climática, com sinais já visíveis em recifes, manguezais e peixes.
  • No Brasil, a economia ligada ao mar representa cerca de 20% do PIB, destacando a importância de manter oceanos saudáveis.
  • Avanços recentes incluem a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão, elevando para aproximadamente 26,7% a área protegida da zona econômica exclusiva.
  • O desafio é transformar áreas protegidas em efetivas, com planos de manejo, financiamento, monitoramento e fiscalização para evitar “paper parks”.
  • Em maio ocorre a SP Ocean Week, com debates sobre áreas marinhas protegidas e a meta 30×30; resultados orientarão documentos para a Conferência da Década dos Oceanos de 2027.

O oceano enfrenta sinais de colapso silencioso devido à pesca predatória, poluição, destruição de habitats, espécies invasoras e mudanças climáticas. Baleias encalham, tartarugas sofrem com plástico, corais branqueiam e estoques pesqueiros diminuem, ativos que sustentam a biodiversidade e a vida humana.

Estudos apontam que o oceano, que cobre cerca de 70% da superfície da Terra, regula o clima e a produção de alimentos. No Brasil, a economia ligada ao mar representa aproximadamente 20% do PIB, destacando a dependência de um oceano saudável para o bem-estar nacional.

A proteção de áreas marinhas surge como uma das principais medidas. Areas protegidas funcionam como refúgios, fortalecem a resiliência dos ecossistemas e ajudam na recuperação de espécies. A gestão eficiente dessas áreas é essencial para evitar apenas o “paper park”.

Avanços e desafios

O Brasil ampliou a proteção marinha com a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão, elevando para cerca de 26,7% a área da zona econômica exclusiva protegida. A meta global 30×30, que visa 30% de proteção até 2030, aproxima o país desse patamar.

No entanto, ampliar áreas no papel não basta. É preciso planejamento de manejo, financiamento, monitoramento e fiscalização para que as áreas protejam habitats como manguezais e recifes de coral, fontes de carbono e biodiversidade. Também há regiões de mar profundo e bancos de rodolitos demandando proteção e estudo.

A agenda pública tem ganhado espaço com a SP Ocean Week, em maio, que reúne cientistas, gestores e organizações para debater caminhos para fazer o oceano renascer. Painéis Ideias Azuis devem tratar de áreas protegidas e da meta 30×30, com layout para recomendações que serão encaminhadas à Conferência da Década dos Oceanos de 2027.

Mesmo com avanços, o cenário exige ações imediatas. Proteger, restaurar e usar de forma sustentável os recursos marinhos não é apenas uma pauta ambiental, mas uma linha de desenvolvimento e justiça social. O objetivo é manter o oceano como fonte de vida, alimento e equilíbrio climático.

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