- A temperatura média dos oceanos ficou perto do recorde em março, com 20,97 °C na superfície, excluindo áreas polares, e segue alta em abril.
- O Copernicus aponta possível transição para El Niño, fenômeno que aquece águas do Pacífico e pode impactar o clima global.
- O El Niño está previsto para ocorrer no segundo semestre de 2026, o que aumenta a preocupação com novas ondas de calor extremo.
- Março registrou a quarta maior temperatura global da superfície, 1,48 °C acima dos níveis pré-industriais, em meio a três anos já muito quentes.
- A extensão do gelo marinho no Ártico atingiu o nível mais baixo já registrado para o inverno local, reforçando sinais de aquecimento e de maior instabilidade climática.
A temperatura média dos oceanos ficou próxima de recorde em março, indicando aquecimento global e possível transição para El Niño. O alerta foi divulgado pelo Observatório Europeu Copernicus, que monitora o clima em escala global.
No mês, a temperatura superficial dos oceanos, excluídas as regiões polares, ficou em 20,97°C, 0,1°C abaixo do recorde de março de 2024. Dados mostram que os valores seguem elevados em abril, segundo o Copernicus.
O órgão aponta que as condições apontam para uma provável transição para El Niño, fenômeno que aquece águas do Pacífico e impacta o clima mundial. A comunidade científica acompanha as mudanças com cautela.
Perspectivas do El Niño
O boletim do Copernicus indica maior probabilidade de retorno do El Niño no segundo semestre de 2026. Climatologistas estão atentos a possíveis ondas de calor extremo associadas a esse período.
A Organização Meteorológica Mundial também aponta para a possibilidade, com estimativa de 40% de ocorrência até julho. La Niña, que reduz temperaturas, deve seguir fraca ou enfraquecida.
Impactos esperados nos oceanos e no clima
O aquecimento oceânico favorece a expansão da água e elevação do nível do mar, além de intensificar ondas de calor marinhas. Recifes de coral sofrem com o calor, e eventos extremos como chuvas intensas e ciclones podem se intensificar.
Março registrou o quarto maior valor de temperatura global da superfície desde 1850-1900, época-base das emissões de gases do efeito estufa. A extensão do gelo marinho no Ártico permaneceu no menor nível já observado para o inverno local.
Entre na conversa da comunidade