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Temperaturas dos oceanos ficam perto de recorde, indicam retorno do El Niño

Temperaturas dos oceanos ficam perto de recorde; Copernicus aponta provável transição para El Niño e risco de novos eventos climáticos extremos

A extensão do gelo marinho no Ártico atingiu o nível mais baixo já registrado para o inverno local (Serge MELESAN / 500px/Getty Images)
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  • A temperatura média dos oceanos ficou perto do recorde em março, com 20,97 °C na superfície, excluindo áreas polares, e segue alta em abril.
  • O Copernicus aponta possível transição para El Niño, fenômeno que aquece águas do Pacífico e pode impactar o clima global.
  • O El Niño está previsto para ocorrer no segundo semestre de 2026, o que aumenta a preocupação com novas ondas de calor extremo.
  • Março registrou a quarta maior temperatura global da superfície, 1,48 °C acima dos níveis pré-industriais, em meio a três anos já muito quentes.
  • A extensão do gelo marinho no Ártico atingiu o nível mais baixo já registrado para o inverno local, reforçando sinais de aquecimento e de maior instabilidade climática.

A temperatura média dos oceanos ficou próxima de recorde em março, indicando aquecimento global e possível transição para El Niño. O alerta foi divulgado pelo Observatório Europeu Copernicus, que monitora o clima em escala global.

No mês, a temperatura superficial dos oceanos, excluídas as regiões polares, ficou em 20,97°C, 0,1°C abaixo do recorde de março de 2024. Dados mostram que os valores seguem elevados em abril, segundo o Copernicus.

O órgão aponta que as condições apontam para uma provável transição para El Niño, fenômeno que aquece águas do Pacífico e impacta o clima mundial. A comunidade científica acompanha as mudanças com cautela.

Perspectivas do El Niño

O boletim do Copernicus indica maior probabilidade de retorno do El Niño no segundo semestre de 2026. Climatologistas estão atentos a possíveis ondas de calor extremo associadas a esse período.

A Organização Meteorológica Mundial também aponta para a possibilidade, com estimativa de 40% de ocorrência até julho. La Niña, que reduz temperaturas, deve seguir fraca ou enfraquecida.

Impactos esperados nos oceanos e no clima

O aquecimento oceânico favorece a expansão da água e elevação do nível do mar, além de intensificar ondas de calor marinhas. Recifes de coral sofrem com o calor, e eventos extremos como chuvas intensas e ciclones podem se intensificar.

Março registrou o quarto maior valor de temperatura global da superfície desde 1850-1900, época-base das emissões de gases do efeito estufa. A extensão do gelo marinho no Ártico permaneceu no menor nível já observado para o inverno local.

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