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Terra fica mais brilhante a cada ano, mas progresso é volátil, aponta estudo

Brilho artificial da Terra aumenta, mas com volatilidade regional; Europa e Venezuela recuam por eficiência e crise econômica, enquanto a Ásia lidera

A night-time view of Earth, derived from satellite images taken daily over the past decade, capturing human activity on the planet through the emissions of artificial light, is seen in this image released on 8 April 2026.
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  • Estudo financiado pela Nasa com 1,16 milhão de imagens de satélite mostra que a iluminação artificial da Terra aumentou 16% entre 2014 e 2022, mas com variações regionais e algumas áreas ficando mais escuras.
  • Europa registrou queda significativa na iluminação devido a regulamentos de eficiência energética, enquanto a Venezuela perdeu mais de 26% da luz noturna por crise econômica; o aumento global foi compensado por diminuições locais que ajudaram a manter o ritmo.
  • A Ásia permaneceu líder no aumento da iluminação; cidades da costa oeste dos Estados Unidos ficaram mais iluminadas com o crescimento populacional, e a costa leste, com maior uso de LEDs e reestruturação econômica, apresentou menos brilho.
  • Pandemia de Covid-19, desaceleração industrial e redução do turismo influenciaram padrões de iluminação no início da década; conflitos entre Rússia e Ucrânia deixaram marcas visíveis na região.
  • Além disso, imagens revelaram que queimadas de gás em regiões centrais dos EUA (flare) ocorreram durante picos de produção, destacando o uso ineficiente de energia e impactos ambientais.

A Terra ficou mais iluminada ao longo dos anos, conforme estudo financiado pela Nasa e realizado pela Universidade de Connecticut. A pesquisa analisou 1,16 milhão de imagens de satélite de nove anos e aponta um aumento líquido de 16% entre 2014 e 2022 na iluminação artificial global.

Os cientistas observam que o padrão de aumento é volátil, com áreas que ficaram mais escuras, o que ajudou a compensar parte do ganho. Regiões como a Europa registraram dimming significativo, enquanto partes da Venezuela tiveram redução superior a 26% da iluminação noturna.

O estudo aponta que fatores como lockdowns, queda na atividade industrial e redução do turismo, provocados pela pandemia, influenciaram esse comportamento inicial. Já a guerra entre Rússia e Ucrânia deixou assinaturas visíveis na região.

Região e impactos observados

As cidades da Costa Oeste dos EUA ficaram mais luminosas com o crescimento populacional, ao passo que a Costa Leste mostrou redução de brilho, associada ao uso de LEDs mais eficientes e a reorganização econômica.

Na Ásia, o brilho noturno continuou a crescer, impulsionado por desenvolvimento urbano. Em Paris e grande parte da França, medidas de conservação de energia associaram-se a quedas de até 33% na iluminação noturna.

Perspectivas e dados complementares

O estudo também mapeou que o Reino Unido e a Holanda registraram quedas de 22% e 21%, respectivamente, durante a crise energética de 2022. Satélites também mostraram processos de queima de gás por empresas de energia nos EUA.

Segundo especialistas, os dados públicos ajudam a entender desperdícios e impactos econômicos e ambientais. A pesquisa enfatiza que os globais devem acompanhar mudanças em tempo real para políticas de energia e meio ambiente.

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