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Câmera registra menor felino selvagem do Brasil no Rio Grande do Sul

Registro em zona urbana de Porto Alegre revela rara presença do gato-do-mato-pequeno e reforça vulnerabilidade, com habitat perdido e atropelamentos entre principais riscos

Espécie vulnerável
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  • Vídeo mostra o gato-do-mato-pequeno, menor felino selvagem do Brasil, registrado na zona sul de Porto Alegre em cinco de janeiro; o material foi divulgado pelo projeto Felinos do Pampa no sábado.
  • A espécie é classificada como Vulnerável pela IUCN e pelas listas nacionais, com população global estimada em cerca de seis mil indivíduos maduros, e já perdeu mais de sessenta e oito por cento da área de distribuição histórica.
  • O gato-do-mato-pequeno ocorre principalmente na Mata Atlântica do centro-sul do Brasil até o leste do Paraguai e nordeste da Argentina; é predador de pequenos mamíferos, aves e répteis, com peso médio de aproximadamente dois vírgula quatro oito quilos.
  • Possui pelagem amarelada a amarronzada com manchas escuras (rosetas); o melanismo é comum, com padrões de atividade diferentes conforme a pelagem; o comportamento é principalmente noturno e crepuscular, mas pode ocorrer de dia.
  • Principais ameaças: perda de habitat e atropelamentos; em caso de avistamento ou atropelamento, deve-se contatar a Patram ou a Sema; o Felinos do Pampa atua em ações de conservação, incluindo galinheiros anti-predadores, sinalização e manejo ambiental.

O menor felino selvagem do Brasil foi flagrado por câmeras escondidas na zona sul de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Os registros, feitos em 5 de janeiro na Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, foram divulgados no sábado pelo projeto Felinos do Pampa. A imagem mostra um gato-do-mato-pequeno, espécie vulnerável.

Segundo o geógrafo Alan da Costa, pesquisador envolvido no estudo, esse tipo de avistamento em área urbana é incomum. A confirmação ocorre no contexto de um trabalho de mestrado sobre a espécie, que também integra o Felinos do Pampa.

O gato-do-mato-pequeno vive principalmente na Mata Atlântica do centro-sul do Brasil, chegando ao leste do Paraguai e ao nordeste da Argentina. A espécie é predadora ágil, alimentando-se de pequenos mamíferos, aves e répteis.

A pelagem varia, com fundo amarelado a avermelhado, coberta por manchas escuras chamadas rosetas. O melanismo também ocorre, com pelagem totalmente preta, influenciando padrões de atividade entre noite e lua cheia.

O Felinos do Pampa informa que a espécie é classificada como Vulnerável pela IUCN e por listas nacionais. A população global é estimada em cerca de 6 mil indivíduos maduros, com declínio contínuo e perda de área de distribuição histórica.

Entre as principais ameaças estão a perda de habitat e atropelamentos. O observatório cita ainda a necessidade de monitoramento e ações de conservação para reduzir conflitos com áreas urbanas.

Como agir em caso de avistamento ou atropelamento, o projeto recomenda não pegar filhotes, contactar órgãos como Patram e Sema, e buscar orientação especializada para manejo da espécie.

O Felinos do Pampa promove ações de conservação integradas às comunidades. Entre as iniciativas estão galinheiros anti-predadores, reposição de aves, sinalização em pontos críticos, campanhas de vacinação e castração de animais domésticos.

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