- Estudo internacional analisou o DNA de mais de 10 mil mulheres para entender a hiperêmese gravídica, a forma mais grave de enjoo na gravidez.
- Ao todo, foram identificados dez genes associados à condição, destacando o gene GDF15 como principal fator relacionado aos sintomas.
- A hiperêmese gravídica atinge cerca de 2% das gestantes e pode levar à desnutrição se não tratada.
- A pesquisa, publicada na revista Nature Genetics, utilizou dados de mulheres de origens diferentes para ampliar a robustez dos resultados.
- Os pesquisadores apontam que as descobertas podem orientar o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes no futuro, ao esclarecer as vias biológicas envolvidas.
Um estudo internacional analisou o DNA de mais de 10 mil mulheres e identificou novos fatores genéticos ligados à hiperêmese gravídica, a forma mais grave de enjoo na gravidez. A pesquisa foi divulgada neste mês e conduzida pela Escola de Medicina Keck, nos Estados Unidos.
A investigação ampliou a compreensão biológica da condição, que pode comprometer alimentação e saúde materna e fetal. A hiperêmese gravídica atinge cerca de 2% das gestantes e vai além do enjoo comum, com náuseas intensas e vômitos persistentes.
Os cientistas identificaram dez genes associados ao quadro. O principal é o gene GDF15, responsável pela produção de um hormônio que aumenta durante a gestação e se relaciona aos sintomas. Outros genes envolvem regulação do apetite, metabolismo e hormônios da gravidez.
A análise revelou que o cérebro pode associar certos alimentos a mal-estar, contribuindo para aversões alimentares na gestação. Dados foram apresentados na revista Nature Genetics, com mulheres de origens diversas para ampliar a confiabilidade dos resultados.
Segundo Marlena Fejzo, professora da Escola de Medicina Keck, o estudo é o maior já realizado sobre hiperêmese gravídica, e permitirá investigar mais profundamente a biologia da condição e vias de tratamento. A pesquisa também sugere caminhos para terapias mais eficazes.
Com os novos dados, especialistas apontam avanços potenciais no desenvolvimento de tratamentos, que hoje aliviam os sintomas apenas parcialmente para parte das pacientes. As descobertas abrem avenues para abordagens direcionadas.
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