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Peixes de sangue quente podem superaquecer com crise climática

Aquecimento dos oceanos eleva o risco de superaquecimento em peixes mesotérmicos, como atuns e tubarões, forçando redução de atividade para dissipar calor

Atum grande salta para fora da água do mar, criando respingos ao seu redor. A superfície do mar está agitada pela movimentação do peixe.
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  • Estudo publicado na revista Science indica que peixes mesotérmicos, como atuns e tubarão-branco, podem enfrentar superaquecimento em mares mais quentes.
  • Um modelo matemático, com dados de metabolismo e temperatura corporal, sugere que dissipar o calor interno se torna mais difícil à medida que as águas aumentam de temperatura.
  • A mesotermia envolve custo energético alto, quase quatro vezes maior do que em peixes endotérmicos, compensado pela maior velocidade e capacidade de predação.
  • Para evitar o superaquecimento, esses animais podem precisar de águas mais frias ou profundas, o que pode reduzir a sua atividade e vantagem competitiva.
  • Além da pesca, a necessidade de habitats frios e profundos preocupa a conservação dessas espécies diante das mudanças climáticas.

O aquecimento das águas oceânicas pode ampliar o risco de superaquecimento em peixes de sangue quente ou mesotérmicos, como atuns e tubarões de grande porte. Um estudo publicado na Science analisa como esse grupo lida com calor interno em mares mais quentes.

A pesquisa, liderada por Nicholas Payne, do Trinity College Dublin, reuniu dados de metabolismo de várias espécies marinhas e usou sensores para monitorar o tubarão-peregrino Cetorhinus maximus. O objetivo foi entender como o calor interno afeta a sobrevivência.

O estudo foi apresentado na última quinta-feira e aponta que a mesotermia implica alto custo energético, quase quatro vezes maior que o gasto de peixes endotérmicos. Esse orçamento elevado é compensado pela maior capacidade de predação.

Mudança de tema: como o calor afeta a dissipação de energia

Conforme o tamanho avança, peixes mesotérmicos ficam menos eficientes em dissipar calor, aumentando o risco de febre interna. Em água mais quente, a necessidade de esfriar o corpo cresce, desafiando a viabilidade dessas espécies.

Além disso, a temperatura da água influencia diretamente a capacidade de manter o calor corporal. Em mares quentes, os animais podem precisar reduzir o ritmo de natação para evitar danos, o que compromete a agilidade.

Implicações ecológicas e conservação

A tendência de buscar águas mais frias já é observada entre muitos desses predadores. A crise climática pode reduzir habitats adequados e favorecer a competição com outros predadores, além de afetar a disponibilidade de presas.

O estudo também ressalta que essas espécies enfrentam pressão de pesca, tanto pela captura direta quanto pela exploração de presas menores. A pesquisa reforça a necessidade de estratégias de conservação para lembrar a vulnerabilidade futura desses grandes predadores.

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