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Poucos indígenas lideram grupos de pesquisa, aponta estudo do Ipea

Estudo do Ipea aponta crescimento, mas indígenas permanecem sub-representados entre líderes de grupos de pesquisa: 252 em 2023, 0,38% do total

Brasília (DF) 07/04/2026 - Indígenas de todo o país realizam marcha em Brasília em defesa de seus direitos Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Em 2023, o Brasil tem 252 indígenas entre líderes de pesquisa, o que representa 0,38% do total de cientistas segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
  • A participação indígena ainda é menor que a representação na população: 0,83% dos 203 milhões de brasileiros, segundo o IBGE em 2022.
  • Houve crescimento desde 2000, quando eram 46 líderes indígenas, subindo para 252 em 2023 (de 0,25% para 0,38%).
  • A presença é predominantemente masculina em quase todas as áreas, com exceção das ciências da vida — saúde, biotecnologia, biomedicina, biologia e ciências agrárias.
  • O levantamento é da Ipea, publicado no boletim Radar, com autoria de Igor Tupy e Tulio Chiarini, que planejam ouvir os pesquisadores para entender trajetórias, desafios e perspectivas.

O Brasil tem 252 indígenas à frente de grupos de pesquisa, segundo estudo do Ipea. O número corresponde a 0,38% do total de líderes de pesquisa. A população indígena representa 0,83% dos 203 milhões de brasileiros, conforme dados de 2022 do IBGE.

O levantamento analisa a liderança de pesquisa entre 2000 e 2023. A pesquisa aponta crescimento na participação indígena desde 2000, quando havia 46 líderes, até 2023, com 252 nomes identificados.

A pesquisa utiliza dados do Diretório de Grupos de Pesquisa, vinculado à Plataforma Lattes, conforme critério do CNPq. O líder é quem cria, coordena e mantém atualizado o grupo de pesquisa.

Dados e contexto

O estudo foi apresentado no boletim Radar do Ipea. O documento é intitulado A liderança indígena nos grupos de pesquisa no Brasil: um panorama por grandes áreas do conhecimento de 2000 a 2023. Os números refletem a distribuição por áreas do conhecimento.

O levantamento revela predomínio masculino entre as lideranças indígenas em quase todas as áreas. Exceção ocorre nas ciências da vida, saúde e áreas afins, com maior presença de mulheres.

Próximos passos

A equipe do Ipea, formada por Igor Tupy e Tulio Chiarini, pretende entrevistar pesquisadores identificados. O objetivo é entender trajetórias, desafios e impactos de diferentes cosmovisões na ciência brasileira.

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