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Robôs vencem humanos na meia maratona de Pequim

Robôs humanoides chineses vencem a meia maratona de Pequim em cinquenta minutos e vinte e seis segundos, destacando navegação autônoma e impactos na manufatura

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  • Robôs humanoides venceram a meia maratona de Pequim, com o vencedor completando em 50 minutos e 26 segundos, bem mais rápido que o recorde mundial anterior.
  • A prova contou com mais de 100 equipes, frente a 20 no ano anterior, e com robôs à frente dos atletas humanos por mais de 10 minutos.
  • Cerca de metade dos robôs correu de forma autônoma, e a corrida de vinte e um quilômetros ocorreu paralelamente a 12 mil corredores para evitar colisões.
  • O time vencedor pertence à Honor, subsidiária da Huawei, e ocupou os três primeiros lugares do pódio com tecnologia de navegação própria e tempos que bateram o recorde mundial.
  • Engenheiros destacaram que o setor ainda está em fase inicial, mas apontaram potencial para aplicações industriais, manufatura e setores que envolvem tarefas perigosas.

Dois mil robôs humanoides, fabricados na China, participaram de uma meia maratona em Pequim neste domingo, mostrando avanços em navegação autônoma. A prova contou com 21 quilômetros de distância e trilhas paralelas para evitar colisões entre atletas humanos.

O robô campeão foi desenvolvido pela Honor, marca ligada à Huawei, e chegou em 50 minutos e 26 segundos, batendo o recorde mundial anterior. Equipes da Honor ocuparam as três primeiras posições, todas com sistemas de navegação autônomos.

A edição deste ano teve participação de mais de 100 equipes, bem acima das 20 do ano anterior. Diversos aparelhos alcançaram tempos competitivos, mesmo vencendo humanos por mais de 10 minutos em alguns trechos.

Desempenho e tecnologia

Vários robôs percorreram trechos difíceis de forma autônoma, em contraste com a edição de estreia, quando muitos dependiam de controle remoto. O percurso contou com 12 mil corredores humanos para manter a segurança.

Du Xiaodi, engenheiro da equipe vencedora, disse que o robô usa pernas de 90 a 95 cm para imitar corredores de elite e possui resfriamento líquido semelhante ao utilizado em smartphones. O setor é descrito como incipiente, mas com potencial de aplicação futura.

Perspectivas e impactos

Observadores destacaram a diversidade de modelos e ritmos, vistos como indicativo do ritmo de desenvolvimento chinês em robótica. Especialistas apontam que avanços na robótica podem influenciar setores como manufatura e operações industriais, sem, contudo, implicar adoção ampla imediata de humanoides em fábricas.

Autoria e impactos também são discutidos em termos de pesquisa, com foco em como IA, percepção e manuseio do mundo real devem evoluir para sustentar aplicações mais complexas. O governo chinês mantém políticas de incentivo ao setor para ampliar capacidades nacionais.

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