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Tecnologia quântica permite comprovar a localização real de usuários

Verificação de posição quântica demonstra localização precisa e resistente a fraudes, em experimento com fótons emaranhados a 195 metros, 96,5%–99% de sucesso

Física quântica permitiu comprovar localização com precisão impossível de falsificar (Imagem: Doina Tocmelea's Images via Canva)
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  • Pesquisadores mostraram pela primeira vez um protocolo de Verificação de Posição Quântica (QPV) em condições reais, usando mecânica quântica para autenticar localização com alta segurança.
  • O experimento envolve dois verificadores e um provador, que recebem informações clássicas e um meio de fóton emaranhado para confirmar a posição do participante.
  • A validação utiliza o tempo de resposta, a consistência das correlações quânticas e o teste de Bell, assegurando autenticidade quântica sem confiar totalmente no dispositivo.
  • Os verificadores estavam a 195 metros de distância do provador, com hardware óptico ultrarrápido, obtendo cerca de 250 mil tentativas por segundo e taxas de sucesso entre 96,5% e 99%.
  • O avanço pode impactar a segurança digital, incluindo bancos, governos e contratos inteligentes, ao trazer autenticação baseada em leis da física em vez de apenas software.

Em um avanço significativo da tecnologia quântica, pesquisadores do National Institute of Standards and Technology (NIST) demonstraram um protocolo capaz de autenticar a localização física de um participante com segurança inédita. O método, baseado em mecânica quântica, valida não apenas quem é, mas onde a pessoa ou o dispositivo está situada. O experimento ocorreu em condições reais de laboratório, com verificação de posição em espaço e tempo.

A proposta, chamada Verificação de Posição Quântica (QPV), emprega pares de fótons emaranhados para evitar fraudes por retransmissão de sinais. A comprovação de localização depende das leis da física, e não apenas de software. Os resultados mostram resistência a tentativas de enganar a posição, algo comum em métodos clássicos.

Como funciona essa verificação no experimento

Dois verificadores enviam informações clássicas ao participante que precisa provar a localização, enquanto um deles envia metade de um par de fótons emaranhados. O provador mede o fóton e retorna a resposta, que é classificada pelos verificadores pela temperatura temporal, pela consistência das correlações e pelo teste de Bell. O protocolo não depende do dispositivo utilizado.

Resultados e métricas

Nessa experiência, os verificadores estavam a 195 metros do provador, que atuava entre eles. Componentes ópticos ultrarrápidos e cabos especialmente acomodados garantiram a precisão. O sistema rodou cerca de 250 mil tentativas por segundo, alcançando taxas de sucesso entre 96,5% e 99%.

Implicações e panorama futuro

O estudo aponta caminhos para a segurança de bancos, sistemas governamentais, redes críticas e contratos digitais com autenticação baseada na física. Ao transferir parte da confiança para leis naturais, a verificação de localização ganha robustez frente a ataques clássicos de spoofing. No horizonte, a autenticação posicional pode tornar-se uma camada padrão em indústrias sensíveis.

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