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Teste da orelhinha: o que é e por que é importante para o bebê

Teste da orelhinha pode detectar perda auditiva em recém-nascidos, permitindo diagnóstico precoce e intervenção que melhora o desenvolvimento

Teste da orelhinha: o que é e qual a importância para o bebê
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  • O teste da orelhinha pode indicar perda auditiva permanente em recém-nascidos, que ocorre em cerca de 1 em cada mil bebês.
  • O exame é rápido, indolor e pode ser feito ainda na maternidade, ajudando a monitorar o desenvolvimento da audição.
  • Se houver alteração, são realizados exames complementares e inicia-se intervenção precoce, com aparelhos de amplificação, terapia fonoaudiológica ou, em alguns casos, implante coclear.
  • O desenvolvimento auditivo começa com o bebê reconhecendo a voz da mãe logo após o nascimento, passa a identificar o próprio nome por volta dos cinco meses e, entre nove meses e um ano e quatro meses, já fala as primeiras palavras.
  • A audição intrauterina começa por volta da vigésima semana de gestação, com estímulos como conversa e música dos pais ajudando no vínculo e no aprendizado do bebê.

O teste da orelhinha, realizado ainda na maternidade, pode indicar precocemente problemas auditivos em recém-nascidos. Segundo a Academia Americana de Otorrinolaringologia, cerca de uma em cada mil crianças tem perda auditiva permanente significativa ao nascer. O exame facilita o diagnóstico precoce e o encaminhamento para intervenções.

De acordo com a otorrinolaringologista pediátrica Juliana Caixeta, o exame é rápido, indolor e não possui contraindicações. Quando há alteração, o bebê passa por exames complementares e, se confirmado, inicia o programa de intervenção precoce, que pode incluir aparelhos, fonoaudiologia e, em alguns casos, cirurgia de implante coclear.

Desenvolvimento auditivo inicial

Pais devem observar o desenvolvimento da audição do bebê. Normalmente, o bebê reconhece a voz da mãe logo após o nascimento e diferencia-a de outras vozes. Aos cinco meses, já costuma responder quando é chamado pelo próprio nome. Aos dez meses, reage a músicas e nomes de objetos.

A literatura médica alerta sobre impactos da deficiência não tratada na fala, na linguagem, no rendimento escolar e na convivência social. Deficiências leves e moderadas podem passar despercebidas inicialmente, dificultando a detecção precoce.

Início da audição no útero

A audição do bebê começa por volta da 20ª semana de gestação. Já no quinto mês, ele consegue captar batimentos, voz materna e sons externos, com distorções próprias do ambiente intrauterino. Sons graves chegam com mais intensidade do que os agudos.

A história auditiva intrauterina é relevante para vínculos familiares, pois pais podem estimular o feto com conversas, música e toque na barriga. A participação do pai é destacada como facilitadora no reconhecimento da voz dos pais após o nascimento.

Bebês, idiomas e aquisição de fonemas

Nos primeiros meses, os bebês identificam fonemas de maneira brilhante, mas essa capacidade diminui com o tempo. Até os seis meses, eles percebem diferentes fonemas; ao longo dos 2 anos, passam a associar idiomas ao idioma nativo com base na exposição.

Para ser considerado nativo em uma língua, é essencial que a criança tenha contato frequente com o idioma antes do segundo ano de vida. Essa exposição contínua influencia a percepção fonêmica futura.

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