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Aeroporto Afonso Pena reduz 60% do consumo de água com reuso e captação

Aeroporto Afonso Pena reduz em 60% o consumo da rede pública com ETAC e ETAR para reúso, gerando economia de cerca de R$ 200 mil ao ano

Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, no Paraná, investe em sistema que capta, trata e reutiliza diferentes fontes hídricas
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  • O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Paraná, reduziu em 60% o uso de água da rede pública em 2025, após melhorias no sistema.
  • A operação combina a Estação de Tratamento de Água da Chuva (ETAC) e a Estação de Tratamento de Águas Cinzas para Reuso (ETAR). A ETAC armazena cerca de 220 mil litros e a ETAR processa entre 4.500 e 7.500 litros por hora, permitindo reaproveitar cerca de 70% das águas cinzas.
  • A água misturada passa por filtragem, tratamento químico, novo filtro e cloração, ficando apta para usos não potáveis, principalmente descargas sanitárias, com monitoramento contínuo.
  • A economia de água da rede pública representa queda de cerca de 33% a 35% nos custos, equivalentes a aproximadamente R$ 200 mil por ano; a meta é chegar a 70% de economia e 40% de custos.
  • Além do Afonso Pena, outros dois aeroportos geridos pela Motiva — Goiânia e Navegantes — estão com o mesmo sistema em estudo para adaptações locais, com resultados previstos ainda neste ano.

O Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR), reduziu em 60% o consumo de água proveniente da rede pública após melhorias no sistema de captação, tratamento e reuso. A operação soma ETAC e ETAR para reaproveitar água da chuva e das águas cinzas.

A parceria entre o terminal, administrado pela Motiva Aeroportos, e as tecnologias de reuso promoveu a redução histórica no uso de água externa. Em 2025, o índice caiu de 60% para 40% da demanda total, com 60% de água interna disponível para uso não potável.

Como funciona o sistema

A ETAC capta água da chuva registrada no telhado e a leva a um tanque de reserva, onde se mistura à água das pias, torneiras e chuveiros. A água resultante segue para tratamento adicional antes de uso não potável.

A ETAR tem capacidade de processar entre 4.500 e 7.500 litros por hora, proporcionando ~70% de reaproveitamento das águas cinzas do terminal. Lilian Zarpon, gerente de SGI, detalha o fluxo de filtragem, chemicalação, filtragem final e cloração.

Resultados e impactos operacionais

Após tratamento, a água alimenta descargas sanitárias e utilizações não potáveis, com monitoramento contínuo. A gestão garante conformidade com parâmetros de segurança para uso no aeroporto.

A economia atual fica entre 33% e 35% do consumo de água, gerando cerca de R$ 200 mil de economia anual. A meta é alcançar 70% de reaproveitamento, elevando a economia para 40% dos custos com água.

Benefícios e riscos

Segundo Zarpon, a matriz de abastecimento interna mitiga riscos de desabastecimento, especialmente com o fluxo diário de 15 a 16 mil passageiros. A autonomia hídrica reduz vulnerabilidades operacionais.

Outros terminais da Motiva devem receber o mesmo sistema. Goiânia (GO) e Navegantes (SC) estão em estudo para adaptação, com resultados e prazos previstos ainda neste ano.

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