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Astronauta revela efeitos do espaço no corpo após Artemis II

Astronauta Christina Hammock Koch mostra, em vídeo, como a microgravidade afeta equilíbrio e visão, destacando a reabilitação necessária após Artemis II

Christina Hammock Koch é astronauta da Nasa desde 2013.
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  • Astronauta da NASA Christina Hammock Koch publicou vídeo no Instagram mostrando os efeitos da viagem ao espaço após dez dias na missão Artemis II, com quase 30 milhões de visualizações.
  • No vídeo, ela tenta andar em linha reta com os olhos fechados e se desequilibra em diversos momentos.
  • A explicação é que a microgravidade confunde o cérebro e os órgãos vestibulares, fazendo os olhos serem a principal referência ao retornar à gravidade.
  • Médicos da Nasa destacam que efeitos de longo prazo ainda são estudados, e a recuperação envolve exercícios diários de reabilitação, dieta e acompanhamento médico.
  • A altura pode aumentar cerca de três por cento nos primeiros dias em gravidade zero e, ao retornar, volta ao tamanho normal; há atenção a alterações como densidade óssea, músculos, visão e equilíbrio.

Christina Hammock Koch, astronauta da Nasa, publicou um vídeo em Instagram mostrando efeitos da viagem ao espaço em seu corpo. No registro, feito após a missão Artemis II, ela tenta andar com olhos fechados em linha reta e se desequilibra em vários momentos.

O material foi gravado logo após o retorno à Terra, no início deste mês, ao fim de uma jornada de 10 dias no espaço. Koch comenta, em inglês, que vai esperar para surfar novamente, em tom de humor.

A gravação, que acumula quase 30 milhões de visualizações, serve para ilustrar como a microgravidade afeta o equilíbrio. Ela explica que o cérebro fica confuso diante da ausência de gravidade e que essa percepção volta gradualmente com a readaptação.

Durante a explicação, a astronauta descreve que sistemas do corpo que evoluíram para orientar os movimentos não funcionam da mesma forma na microgravidade. Ao retornar, o cérebro passa a depender mais dos sinais visuais para orientação.

Mudanças no equilíbrio costumam acompanhar a readaptação. Segundo Koch, aprender a lidar com vertigens e outras condições neuvestibulares é fundamental para orientar tratamentos na Terra. Profissionais destacam que a recuperação envolve exercícios.

Em conversa anterior com a CNN, Joe Dervay, médico de voo da Nasa, destacou que os efeitos do tempo no espaço são estudados há décadas. Dados indicam alterações físicas mesmo após curtos períodos, com reversão incompleta após o retorno.

Christina Koch é astronauta da Nasa desde 2013. O vídeo reforça a compreensão de que, sem gravidade, há perda de densidade óssea e atrofia muscular, além de alterações na visão, no sistema imunológico e no DNA. Também observa deslocamento de fluidos corporais no espaço.

A leitura dos especialistas aponta que, na ausência de peso, a altura pode aumentar até 3% nos primeiros dias. Ao retornar, a gravidade normaliza a estatura. A maioria dos efeitos tende a ser de curta duração, exigindo reabilitação intensa após o retorno.

Para a reabilitação, a maioria dos astronautas segue dieta específica e pratica cerca de 2h30 diárias de exercícios, com foco na recuperação de ossos, músculos e coordenação. O objetivo é recuperar a função motora e a estabilidade corporal.

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