- Estudo aponta que cozinhar em casa pelo menos uma vez por semana pode reduzir o risco de demência em até 30%.
- O benefício é ainda maior entre iniciantes na cozinha, com redução de até 70% no risco.
- A pesquisa utilizou dados do Japão, com 10.987 idosos acima de sessenta e cinco anos, acompanhados por seis anos (2016 a 2022).
- O estudo considera cozinhar como pacote cognitivo: envolve planejamento, memória, organização, atenção aos prazos e atividade física moderada.
- Pesquisa ressalta a importância de aprender coisas novas e manter hobbies, que ajudam a reserva cognitiva e a proteção contra declínio cerebral.
Cozinhar em casa pelo menos uma vez por semana pode reduzir o risco de demência em idosos, aponta estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health. A pesquisa mostra queda de até 30% no risco global, com benefício maior entre iniciantes na cozinha.
O estudo analisou dados do Japão, por meio do Japan Gerontological Evaluation Study (JAGES). A amostra envolveu 10.987 pessoas com 65 anos ou mais, acompanhadas por seis anos, entre 2016 e 2022. Foram avaliadas frequência e habilidade culinária.
Resultados indicam que cozinhar envolve planejamento, memória e organização, estimulando múltiplas redes cerebrais. Além do aspecto cognitivo, atividades de preparo costumam exigir movimento físico, o que também contribui para a proteção mental.
Como o estudo foi feito
Os pesquisadores utilizaram questionários enviados por correio para medir a frequência de cozinhar, variando de nunca a mais de cinco vezes por semana, e o nível de habilidade culinária. Os casos de demência foram identificados a partir de registros de um sistema público japonês.
Desdobramentos e interpretações
Entre os cozinheiros iniciantes, a redução do risco chegou a 70%, sugerindo que aprender novas habilidades pode trazer maior estímulo cognitivo. Os autores ressaltam o papel dos hobbies e da aprendizagem contínua na prevenção de declínio mental.
A pesquisa também destaca a dimensão social da cozinha, frequentemente associada a atividades compartilhadas com familiares e amigos, o que pode potencializar o efeito protetor. A neurologia ouvida no estudo cita o conceito de reserva cognitiva como elo entre prática culinária e proteção cerebral.
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