- Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sistema que usa luz solar para transformar CO₂ em combustíveis renováveis (etanol e metanol) e, ao mesmo tempo, gerar eletricidade.
- O dispositivo não utiliza membranas, funciona em condições ambientais e busca simplificar a montagem, reduzindo custos.
- O estudo foi publicado na revista Applied Energy Materials e envolve pesquisadores da USP, UFMS, UFVJM, ITA e UFMS, com apoio de Fapesp, Capes, CNPq e Fundect.
- A tecnologia se inspira na fotossíntese: a energia solar converge com a conversão química do CO₂, armazenando energia em combustíveis e gerando energia elétrica.
- Se aperfeiçoada, pode favorecer geração descentralizada, reduzir poluentes e acelerar a transição para energia limpa.
Um novo sistema fotocatálitico desenvolvido por pesquisadores brasileiros transforma CO₂ em energia limpa e combustíveis renováveis usando apenas luz solar. O equipamento funciona como uma usina solar inteligente, gerando etanol, metanol e eletricidade a partir do gás carbônico.
A pesquisa, publicada na revista Applied Energy Materials, envolve uma equipe de várias instituições brasileiras, entre elas USP, UFMS, UFVJM e ITA. O dispositivo opera sem membranas e em condições ambientais, reduzindo custos e facilitando aplicações futuras.
Segundo Renato Vitalino Gonçalves, do IFSC da USP, a tecnologia simplifica o sistema e viabiliza a produção de combustíveis e eletricidade a partir do CO₂. O objetivo é ampliar o uso da energia solar com geração de energia e armazenamento em combustíveis.
Para Heberton Wender, da UFMS, a solução é inspirada na fotossíntese natural, mas artificial e direcionada a moléculas de interesse energético como etanol e metanol. O dispositivo combina conversão química do CO₂ com geração de energia elétrica.
A equipe ressalta que a tecnologia pode reduzir a poluição atmosférica ao reaproveitar o CO₂, contribuindo para menor concentração de gases de efeito estufa. Além disso, oferece energia limpa e renovável gerada localmente.
Economicamente, o estudo aponta a abertura de novos mercados em energia e sustentabilidade e a possibilidade de geração descentralizada de energia. Sistemas mais simples ajudam a adoção em países em desenvolvimento, sem altas pressões ou temperaturas.
Os pesquisadores envolvidos incluem Bárbara Sá, Márcio Pereira e outros da UFVJM, UFMS, USP, IQ da UFMS, ITA e UFMS, com apoios de Fapesp, Capes, CNPq e Fundect. O estudo consolidou avanços na conversão de CO₂ em energia e combustíveis.
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