- A Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal sul-mato-grossense, ganhou o prêmio Wandersleeps 2026 da revista britânica Wanderlust, em uma lista global de experiências que unem turismo, biodiversidade e impacto nas comunidades locais.
- A seleção, que contou com mais de 100 concorrentes, destacou o modelo da Caiman, que integra ecoturismo, preservação ambiental e envolvimento da comunidade, com votação de mais de vinte e oito mil leitores.
- O texto da Wanderlust ressalta a possibilidade de observar espécies do Pantanal com especialistas e compreender como a estadia ajuda a preservar a vida selvagem e a comunidade local.
- A premiação ocorre em um momento em que o Pantanal volta a ganhar destaque em discussões sobre conservação e turismo responsável, com exemplos de iniciativas que combinam viagem, ciência e impacto positivo.
- A equipe da Caiman celebrou a conquista e reforçou o papel de colaboradores, parceiros e hóspedes na missão de conservar o Pantanal, lembrando que a fazenda emprega hoje cento e doze pessoas.
O Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal sul-mato-grossense, foi premiado pela Wanderlust Magazine. A propriedade brasileira integra a lista global de experiências que unem turismo, conservação e impacto nas comunidades locais. A distinção ocorreu em 2026, durante o reconhecimento internacional da publicação britânica Wanderlust.
A premiação Wanderlust WanderSleeps 2026 avaliou mais de 100 concorrentes ao redor do mundo, destacando iniciativas que associam natureza, educação e impacto social. Entre os eleitores, mais de 28 mil leitores contribuíram com votos e sugestões, refletindo a relevância do tema no turismo sustentável.
O reconhecimento ressalta a combinação de observação da fauna, guiamento especializado e envolvimento comunitário na experiência oferecida pela Caiman. O texto da publicação evidencia a oportunidade de aprender sobre o Pantanal e de entender como a estadia financia projetos de conservação.
Na prática, a Caiman funciona como uma estância que atua com ecoturismo, geração de conhecimento e atividades ligadas à pecuária sustentável, mantendo o equilíbrio entre produção local e preservação do bioma pantaneiro. O modelo é apresentado como exemplo de turismo responsável.
Como funciona o Refúgio Ecológico Caiman
Fundada há mais de 30 anos pelo empresário Roberto Klabin, a Caiman fica em Miranda, na entrada do Pantanal, e é referência no ecoturismo da região. A abordagem aposta em um ciclo que reúne turismo, ciência e rendimento para a comunidade.
A pecuária, sustento da propriedade por mais de duas décadas, também alimenta o turismo. Segundo Klabin, a experiência cria empregos locais e envolve trabalhadores, inclusive mulheres, fortalecendo a economia regional.
Dentro do complexo, iniciativas como o Onçafari promovem conservação por meio de safáris fotográficos que valorizam a vida selvagem sem comprometer o comportamento natural dos animais. O programa gera renda para moradores e proprietários.
A presença de instituições de pesquisa, como o Instituto Arara-Azul, reforça o monitoramento de ninhos de arara-azul grande. A colaboração tem contribuído para a recuperação da espécie, que já retornou a registros de conservação.
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