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Matéria de estrela de nêutrons pesaria mais de 1 bilhão de toneladas por colher

Estrela de nêutrons concentra massa de quase dois sóis em volume urbano; uma colher pesaria mais de um bilhão de toneladas, evidenciando densidade extrema

(Imagem ilustrativa)Matéria superdensa de estrelas de nêutrons que concentra massa colossal em volume minúsculo
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  • Estrela de nêutrons é o núcleo colapsado de uma supernova, com massa de quase dois sóis compactada em uma esfera de 10 a 20 quilômetros de diâmetro.
  • Uma colher de chá dessa matéria degenerada pesaria mais de 1 bilhão de toneladas.
  • A gravidade é bilhões de vezes maior que a da Terra; os prótons e elétrons se fundem, e a pressão de degenerescência de nêutrons interrompe o colapso.
  • O campo magnético é trilhões de vezes mais intenso que o terrestre e a temperatura na superfície fica cerca de 1 milhão de graus Celsius.
  • Cientistas estudam essas estrelas por pulsos de rádio (pulsares) ou ondas gravitacionais de colisões; elas ajudam a entender a formação de elementos pesados, como ouro e platina.

O núcleo de uma estrela de nêutrons é formado pela colisão entre gravidade extrema e pressão de degenerescência. O material é tão denso que uma colher de chá pesaria mais de 1 bilhão de toneladas, segundo dados de referência da NASA.

Quando estrelas massivas esgotam o combustível, o núcleo é esmagado em uma supernova. As camadas externas são expelidas, enquanto o núcleo se transforma em uma esfera quase inteiramente de nêutrons, comprimida em volume do tamanho de uma cidade.

A densidade resulta de prótons e elétrons se fundirem sob gravidade poderosa. A matéria se mantém unida pela pressão de degenerescência de nêutrons, impedindo o colapso total em escala atômica.

O que distingue esse objeto?

A estrela de nêutrons mede cerca de 10 a 20 quilômetros de diâmetro. Seu campo magnético é trilhões de vezes mais forte que o da Terra, e a temperatura de superfície pode chegar a cerca de 1 milhão de graus Celsius.

A gravidade é bilhões de vezes mais intensa que a terrestre, comprimindo o espaço dentro dos átomos. Por meio de pulsos de rádio e de ondas gravitacionais, a astrofísica moderna estuda essas usinas de densidade extrema.

Como a ciência observa esses corpos distantes?

A observação direta é inviável pelo tamanho e pela distância. Cientistas detectam pulsos de rádio emitidos por pulsares e analisam ondas gravitacionais geradas por colisões entre estrelas de nêutrons.

Esses eventos ajudam a entender a formação de elementos pesados, como ouro e platina, além de revelar como o tecido do espaço-tempo se contorce em situações extremas. Estudos utilizam dados de agências como o Goddard Space Flight Center para caracterizar propriedades térmicas e magnéticas.

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