- Ben Goertzel, conhecido como “pai da AGI”, afirma que uma IA com nível humano pode aparecer em dois a três anos, com acordo de Sam Altman, da OpenAI.
- Ele diz que, na prática, a maioria dos empregos ficaria obsoleta assim que a AGI alcançar esse nível, embora haja um período de transição para a adoção da tecnologia.
- Algumas funções, como as de educadores, poderiam permanecer estáveis mesmo na era da AGI.
- Para se manter relevante, o cientista indica três habilidades-chave: relacionamento humano e comunicação, capacidade de se reinventar rapidamente e sentir-se confortável consigo mesmo.
- Dicas específicas incluem desenvolver inteligência emocional, conexão com pessoas, comunicação em diferentes níveis, adaptação constante, aprendizado contínuo e foco no toque humano em atividades como ensino, palestras ou mentoria.
Ben Goertzel, conhecido como o “pai da AGI”, afirma que a inteligência artificial geral em nível humano pode surgir em dois a três anos. Sam Altman, CEO da OpenAI, compartilha a expectativa de avanço rápido. Segundo o pesquisador, a maioria dos empregos se tornará obsoleta com a chegada da AGI.
No entanto, a transição não deve ocorrer de imediato. Goertzel prevê um período de adaptação antes da implementação ampla da tecnologia. O histórico recente mostra que inovações rápidas exigem tempo de assimilação por parte de empresas e trabalhadores.
A visão é de que algumas funções, como as de educadores, permaneçam relevantes. Mesmo com avanços, o mercado de trabalho deverá sofrer transformações profundas, exigindo estratégias para diminuir impactos e manter a produtividade.
Habilidades para se tornar à prova de IA
Para enfrentar a chamada era da AGI, Goertzel aponta três pilares que ajudam a manter a empregabilidade durante o período de transição.
1. Relacionamento humano e comunicação
As habilidades baseadas em relações humanas ganham destaque. Em um cenário de currículos gerados por IA, ter conexão real com decisores e redes de contato se mostra crucial. Propostas de melhoria incluem inteligência emocional, criação de vínculos, comunicação em diferentes níveis e escuta ativa.
2. Capacidade de se reinventar rapidamente
A adaptabilidade é essencial para acompanhar mudanças rápidas. Empresas valorizam quem consegue mudar de direção com agilidade. Recomenda-se investir em aprendizado contínuo, cursos periódicos e monitorar tendências do setor. Quando a função pode virar objeto de automação, é possível migrar para atividades com toque humano, como ensino, mentoria e palestras.
3. Sentir-se confortável consigo mesmo
A autopercepção é apontada como componente importante para enfrentar a transformação. Pessoas que se reconhecem fora do trabalho tendem a manter maior equilíbrio e ajudam na conexão com outros profissionais. A ideia é desenvolver autoconhecimento para lidar com as mudanças sem depender exclusivamente de uma função específica.
Oportunidades futuras incluem maior tempo para atividades significativas, convivência com familiares e renda básica universal, conforme debatido por diversos especialistas. A visão é de um cenário em que a tecnologia distribui benefícios de forma mais ampla, sem depender exclusivamente do mercado convencional de trabalho.
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